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Onda de violência deixa 18 mortos na China

Por Por Marianne Barriaux - 31 jul 2011, 16h45

Pelo menos 18 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste final de semana na cidade chinesa de Kashgar, em Xinjiang, em dois ataques repreendidos pela polícia, informaram no domingo o governo local e a agência de notícias Xinhua.

“Xianjiang, onde vive uma minoria uigur e outros grupos étnicos, está sob ameaça terrorista”, alertou a agência.

Nesta tarde, dois desconhecidos assassinaram seis pessoas em Kashgar, divulgou a Xinhua, acrescentando que 12 civis e três policiais ficaram feridos. A polícia matou cinco suspeitos também nesta tarde na cidade, acrescentou a agência.

“Quatro suspeitos foram mortos e outros quatro feridos. A polícia segue buscando quatro envolvidos nos confrontos”, afirmou a Nova China, que divulgou ainda que um dos detentos morreu a caminho do hospital.

“Duas fontes locais disseram a princípio que três pessoas morreram em uma explosão, mas testemunhas garantiram que as vítimas morreram por ferimentos causados por uma arma branca”, explicou a Nova China.

As autoridades de Xianjiang confirmaram à AFP que sete pessoas morreram e 28 ficaram feridas no sábado em um ataque realizado por dois uigures em Kashgar.

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De acordo com o site do Governo http://www.tianshannet.com, dois desconhecidos roubaram um caminhão que estava parado em um sinal vermelho numa movimentada rua de um mercado noturno. Os assaltantes mataram o motorista e dirigiram contra a multidão que estava na calçada.

Os dois bandidos desceram então do veículo e apunhalaram os pedestres, matando seis pessoas e deixando 28 feridos. A multidão reagiu e se defendeu, conseguindo matar um dos criminosos.

Um porta-voz da região, Hu Hanmin, afirmou que os dois homens eram uigures e que o outro assaltante foi detido.

Os distúrbios ocorreram menos de duas semanas após os últimos embates, em 18 de julho, que deixaram 20 mortos na cidade de Hotan, também situada em Xinjiang, uma região autônoma com população muçulmana localizada nos arredores da fronteira com o Quirguistão e que o Governo comunista tenta controlar há anos.

Mais de oito milhões de uigures vivem em Xianjiang e muitos deles denunciam há décadas a repressão cultural e religiosa a qual são submetidos, assim como a imigração em massa de hans, a etnia majoritária na China.

A capital de Xinjiang, Urumqi, foi palco em julho de 2009 de uma série de combates entre uigures e hans que deixaram pelo menos 200 mortos e cerca de 1,7 mil feridos, de acordo com fontes oficiais. Os exilados de minoria étnica, no entanto, afirmam que o número de vítimas foi muito maior.

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