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‘Onda de lama’ pode chegar ao Espírito Santo com até 1,5 metro

Governo do Espírito Santo montou um comitê de emergência para atender as cidades capixabas que podem ser atingidas pelo lamaçal vindo de Mariana, em Minas

Por Da Redação 9 nov 2015, 13h26

Uma “onda de lama” vinda das duas barragens que se romperam na última quinta-feira, em Mariana, no interior mineiro, podem alcançar a cidade de Colatina, no Espírito Santo, nesta terça-feira. O fluxo formado por resíduos de mineração, que se desloca pela calha do Rio Doce, pode chegar até 1,5 metro de altura, segundo o prefeito da cidade, Leonardo Deptulski (PT), com base em dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Preparando-se para a chegada do lamaçal, o governo do Espírito Santo montou um comitê de emergência para atender as cidades de Linhares e Baixo Guandu, além de Colatina.

O prefeito descartou, no entanto, a ocorrência de inundações. “Lá o Rio Doce é mais estreito, aqui a projeção de no máximo 1,5 metro está mantida pela CPRM e não teremos problemas de inundação”, disse Deptulski. A lama atingiu o seu pico máximo, de dois metros, em Governador Valadares, em Minas.

A administração municipal ainda prevê que as barragens ao longo da bacia, que estão sendo esvaziadas para conter a onda, ajudem a diminuir a velocidade e a reter parte da lama. “Temos ainda mais duas barragens até chegar aqui”, afirmou o prefeito. Equipes da Defesa Civil Estadual e Municipal estão percorrendo o Rio Doce, para alertar a população ribeirinha e pescadores.

Também está prevista a suspensão da captação de água a partir da chegada da “onda de lama”, até que sejam feitas análises sobre o impacto na qualidade da água. O abastecimento deve acontecer por meio de caminhão-pipa.

Desaparecidos – Em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG), onde as barragens se romperam e o “mar de lama” cobriu o vilarejo, o Corpo de Bombeiros continua atrás dos 25 desaparecidos. Segundo o último boletim, a corporação confirmou até agora duas mortes – a do motorista de caminhão Sileno Narkevicius de Lima, de 47 anos, e a do minerador Claudio Fiuza, de 41 anos. Os dois trabalhavam para a mineradora Samarco, responsável pelas barragens. Os bombeiros também contabilizam um total de 601 desabrigados em decorrência da tragédia.

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(Com Estadão Conteúdo)

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