Óleo que atingiu Nordeste chega em segunda praia no Rio de Janeiro

Segundo a Marinha, a ANP e o Ibama, produto recolhido em praia de Santa Clara é compatível com o encontrado em cidades nordestinas

Por Giovanna Romano - 26 nov 2019, 13h02

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), confirmou nesta terça-feira, 26, que o óleo encontrado na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana, Rio de Janeiro, é compatível com o encontrado nas cidades nordestinas.

“O Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) analisou o material e apenas na Praia de Santa Clara foi constatado como compatível com o óleo encontrado no litoral da região Nordeste e Espírito Santo”, informou o grupo por meio de nota.

Santa Clara é a segunda praia do estado do Rio de Janeiro atingida pelo óleo. A primeira foi a Praia de Grussaí, em São João da Barra, no litoral norte fluminense. No local, foram detectados 300 gramas de fragmentos de petróleo.

O IEAPM recolheu em Santa Clara aproximadamente vinte gramas do material compatível com o derramamento de óleo no nordeste. Segundo a nota, também foram coletados materiais na praia de Guriri, no mesmo município, no Canal das Flechas, em Quissamã, e na praia do Barreto, em Macaé, mas não houve a confirmação de compatibilidade.

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“Um grupamento de militares da Marinha e agentes do Ibama já se encontram no local efetuando monitoramento. Até o momento, não foram encontrados novos vestígios de óleo no estado do Rio de Janeiro”, conclui a nota.

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