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Oito suspeitos são presos por ataque a empresa em Santo André

Diretor do departamento de investigações da Polícia afirmou nesta quarta-feira que integrantes do PCC estão envolvidos na ação

Por Da redação - 18 ago 2016, 10h31

Na quarta ação em seis meses contra empresas de transporte de valores em São Paulo, pelo menos trinta bandidos armados com fuzis, metralhadoras, granadas e explosivos invadiram a sede da Protege, em Santo André, na Grande São Paulo, na madrugada de quarta-feira. O bairro onde fica a empresa foi fechado pela quadrilha e houve tiroteio com vigilantes e policiais militares, mas nada foi levado. À tarde, o Departamento de Narcóticos prendeu oito suspeitos e apreendeu um arsenal, incluindo um fuzil ponto 50, que pode derrubar helicópteros.

Os suspeitos foram detidos em uma chácara, em Itapecerica da Serra, também na Grande São Paulo. No local havia armas, munições e um dos carros blindados usados contra a Protege. Em seguida, os investigadores foram até uma casa no Jardim Ibitirama, na Zona Leste, e encontraram armas, explosivos e coletes à prova de balas.

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A ação se assemelhou às de Campinas (março), Santos (abril) e Ribeirão Preto (julho), quando foram roubados mais de 130 milhões no total de reais. Os criminosos atacaram em grupo por volta das 3 horas, fecharam ruas de acesso, jogaram pregos para dificultar a chegada da polícia, explodiram muros e paredes, incendiaram veículos e usaram armamento de guerra para espalhar o pânico.

O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Emygdio Machado Neto, admitiu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) é investigado por essas operações. “E o caso tem ligação com todos os demais anteriores”, afirmou. A facção criminosa é suspeita de usar o dinheiro do tráfico de armas e de drogas para financiar outras ações criminosas. Atualmente, o foco está em roubos às empresas de transporte de valores usando estratégias e armas de guerra. Nesta quarta, Machado Neto não só confirmou a investigação como também disse que integrantes da facção criminosa foram identificados e alguns estão presos desde o início dos ataques, em março.

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A ação — Após a tentativa de assalto à empresa de valores Protege, os criminosos incendiaram veículos, jogaram pregos retorcidos nas vias, abandonaram explosivos e roubaram carros para garantir a fuga. Foram registrados ao menos onze veículos queimados, além de dois acidentes de trânsito. Uma viatura foi atingida por tiros durante a perseguição.

Houve pânico sobretudo entre os moradores de um condomínio localizado na frente da Protege, na Rua dos Coqueiros. De acordo com os vizinhos, os bandidos chegaram encapuzados e fortemente armados. Dois criminosos ficaram estrategicamente postados em cada uma das esquinas – nas Ruas Rosa da Siqueira e Sabará. A tentativa de assalto começou às 3h20, quando a quadrilha entrou na empresa.

Os tiros crivaram o portão da garagem e danificaram os salões de festas do edifício Terraços do Campestre. Moradores relatam aproximadamente 40 minutos de tiros e dizem que a polícia só conseguiu entrar na rua após a fuga dos criminosos, por volta das 4h30. O revide dos vigilantes impediu o roubo.

Dez veículos foram incendiados no ABC – sete em Santo André. Houve troca de tiros ainda entre bandidos e policiais militares da Força Tática na Rua Costa Barros, na região da Vila Alpina, Zona Leste da capital. O confronto terminou com acidente de trânsito.

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(Com Estadão Conteúdo)

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