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Obras em prédio que desabou não tinham registro

Presidente do CREA-RJ informou que intervenções no 3º e no 9º andares do Edifício Liberdade não foram comunicadas à instituição

As obras que eram realizadas no 3º e no 9º andar de um dos prédios que desabou no centro do Rio não tinham registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ), informou ao site de VEJA, na manhã desta quinta-feira, o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes da instituiçlão, Luiz Antonio Cosenza.

“Confirmamos que havia essas obras, mas não sabemos quem as executava, se eram apenas pedreiros ou que tipo de profissional. Se eram profissionais de engenharia e arquitetura, eles não fizeram o registro, e não sabemos também se a prefeitura foi informada sobre isso”, explicou Cosenza.

As primeiras informações obtidas pelo CREA é de que as obras eram executadas apenas à noite, fora do horário de expediente no edifício. O desabamento começou pelo prédio mais alto, de 20 andares, o nº 44 da Rua 13 de Maio. Desabaram ainda um edifício de seis andares na mesma rua, de nº 40, e o nº 16 da Rua Manoel de Carvalho.

“Tentaremos ouvir o síndico do edifício onde eram realizadas as obras e os proprietários. Eles não são obrigados a dar explicação ao CREA. Mas se havia um profissional de engenharia ou arquitetura envolvido, ele não pode se recusar a depor”, disse Cosenza.

Na manhã desta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes, a partir de informações da Defesa Civil do município, afirmou que está descartada a possibilidade de explosão causada por gás. O CREA, no entanto, não descarta essa possibilidade. “Vamos investigar também a chance de explosão, pois é cedo para descartar isso. Pessoas relataram ter sentido forte cheiro de gás, e isso é um indício importante”, explicou Cosenza.