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Obras da Linha 5 do metrô de SP ficarão R$ 260 mi mais caras

Governo assinou novos contratos de ‘acabamento’ para obras de duas estações, do pátio de manutenção e do estacionamento que estão em construção

Por Da redação - 21 jul 2016, 08h49

Alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e de ação judicial do Ministério Público estadual, a Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar 260,8 milhões de reais mais cara. A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.

Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de 297,1 milhões de reais para 457 milhões de reais. O novo contrato, no valor de 159,9 milhões de reais, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.

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O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens [a 25 metros de profundidade] também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.

Já o segundo contrato, no valor de 100,1 milhões de reais, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACD-Servidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por 458,5 milhões de reais.

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“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou 134 milhões de dólares, no contrato de financiamento da obra com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”

O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 quilômetros de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de 3,4 bilhões de reais para 4,5 bilhões de reais. Em junho, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.

Na semana passada, o MP moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5. As composições foram compradas em 2011 por 615 milhões de reais e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo.

Já a Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entre São Paulo e Guarulhos, deve entrar em operação em 2018 sem a conclusão do monotrilho que levará passageiros da estação de trem até os terminais do Aeroporto de Cumbica. A GRU Airport, responsável pelo aeroporto, anunciou que faria o modal até 2014, mas o projeto não saiu do papel. Agora, afirma que “está avaliando as alternativas técnicas” para conectar os terminais à estação” e que “o cronograma do projeto está em linha com o prazo de entrega das obras da Linha 13-jade”.

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(Com Estadão Conteúdo)

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