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OAB e ANJ enxergam ataque aos órgãos de comunicação pelo governo

Por Da Redação - 18 jan 2010, 10h46

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, criticou no domingo o conteúdo do texto-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura, que contém críticas à imprensa. Britto disse que o governo confunde a concentração de grandes empresas jornalísticas nas mãos de grupos econômicos com monopólio. Na opinião dele, o Planalto não pode interferir na liberdade dos meios de comunicação de informar a sociedade. “A liberdade de opinião jornalística, ainda que se possa discordar dessa opinião, é um direito fundamental. O estado deve fomentar essa liberdade e não restringi-la”, afirmou.

O diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, também criticou as diretrizes do texto. “A ANJ lamenta e condena qualquer iniciativa que vise a impedir a plena liberdade de expressão”, disse. “Nesse caso, assim como em outros relatados recentemente, trata-se de proposta antidemocrática e anticonstitucional, uma vez que a plena liberdade de expressão é um dos preceitos básicos da nossa Constituição. É condenável essa tentativa de dirigismo, de interferência no conteúdo dos meios de comunicação.”

O texto-base da conferência adianta o tom de como o assunto será tratado. “O monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural”, informa o texto que orientará as discussões da conferência.

(Com Agência Estado)

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