O que servidores da Abin defendem após fim de investigação no STF
Sindicato afirmou que apuração sobre estrutura paralela demonstrou 'fragilidades no modelo de governança'
A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) afirmou que o fim da investigação no STF sobre a chamada Abin Paralela demonstra a necessidade da aprovação do novo Marco Legal da Inteligência.
Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou parte da apuração e enviou o restante para a Justiça Federal.
Entre os alvos que tiveram a investigação contra eles encerrada está o diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa, e outros quatro atuais ou ex integrantes da administração atual, que eram suspeitos de obstrução.
“Independentemente dos desdobramentos individuais de cada caso, esse registro evidencia que o debate ultrapassa a responsabilização de pessoas e alcança a necessidade de aperfeiçoar a governança da atividade de Inteligência”, afirmou a Intelis.
Para os servidores, esse e outros episódios mostraram “fragilidades no modelo de governança da Abin”.
O sindicato defende a aprovação de um projeto de lei apresentado pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, do Congresso, que altera as diretrizes para as atividades de inteligência no Brasil.
“Nesse contexto, o PL nº 6.423/2025, que institui o novo Marco Legal da Inteligência, representa uma oportunidade para aperfeiçoar a governança da atividade de inteligência, fortalecer seus mecanismos de controle, ampliar a segurança jurídica dos profissionais da área e consolidar um modelo institucional compatível com a relevância estratégica da Inteligência de Estado”, declarou a Intelis.






