O que se sabe sobre o elefante-marinho que apareceu na praia de São Conrado
Animal saiu do mar de manhã e descansou parte do dia na areia, chamando a atenção de banhistas
Um elefante-marinho apareceu na praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 2. O animal, que chamou a atenção também pelo seu tamanho, deixou o mar por volta das 11h e depois ficou na areia, onde descansou até o início da tarde, quando mergulhou novamente. Sua presença foi vista entre os postos 1 e 2 da orla.
Bombeiros isolaram o local onde o mamífero descansava e instalaram uma bandeira roxa, que sinaliza a presença de animais marinhos. A orientação dos guardas-vidas é manter distância do elefante-marinho. Além de se tratar de um macho de uma espécie que pode ser territorial, interferir no processo natural pode prejudicá-lo. Em situações como essa, não se deve forçá-lo a voltar ao mar, já que pode estar debilitado ou doente. O Corpo de Bombeiros orientou banhistas a evitar contato, barulho, aglomerações ou oferecer qualquer tipo de alimento ou água.
Animal pode pesar 4 toneladas
Especialistas explicam que o animal provavelmente foi trazido por uma corrente fria vinda do Sul. Nesta época do ano, os elefantes-marinhos deixam o seu habitat natural e percorrem uma ampla rota em busca de alimentos. A costa da América do Sul não costuma estar no roteiro, mas não é a primeira vez que um indivíduo da espécie se aventura por estas águas. Alguns deles, sobretudo jovens, podem se distanciar mais do que o comum das colônias em ilhas próximas ao Antártico e regiões no extremo sul do continente.
Elefantes-marinhos são os maiores dos integrantes da grupo dos pinípedes, que também engloba focas, leões-marinhos e morsas. Quando adultos, os machos da espécie podem chegar a pesar quatro toneladas e medir mais de cinco metros de comprimento. Embaixo da água, podem prender a respiração por cerca de dez minutos e usar essa janela de tempo para chegar a até mil metros de profundidade. Durante as viagens, como a do elefante-marinho avistado em São Conrado, acumulam reservas de energia que os sustentam por semanas durante o período de acasalamento, que ocorre em praias de colônias específicas de reprodução.





