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O que revela relatório preliminar sobre colisão de helicópteros no Rio que deixou seis mortos

Cantor estadunidense Oliver Tree estava entre as vítimas de acidente em 14 de junho

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 09h49
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Os dois helicópteros que colidiram no ar no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, voavam em rotas coincidentes, apontou um relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O acidente, em 14 de junho, matou todas as pessoas a bordo — o piloto de uma das aeronaves e cinco na outra, incluindo o cantor estadunidense Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi.

O piloto Charles Marsillac estava sozinho no helicóptero de matrícula PR-DJJ, que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, com destino a Guaratiba, na Zona Oeste. O segundo veículo envolvido no acidente, um PP-MAC, era pilotado pelo comandante Alexandre Souza e contava com quatro passageiros — Lucas Frota, Gaspar Prim, Oliver Tree e Lucas Vignale. Após a chocarem no ar, as aeronaves caíram em um estacionamento da BYD na Avenida das Américas.

+ Corpo do cantor Oliver Tree, morto em queda de helicópteros no Rio, é repatriado para os EUA

Ambos os planos de voo, segundo o parecer inicial do Cenipa, previam o uso das Rotas Especiais de Helicópteros (REH) Praia e Grota em níveis coincidentes. O documento também indicou que o PP-MAC, onde estava o artista dos EUA, não foi detectado pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab).

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O outro helicóptero, por sua vez, estava visível aos detectores até o momento do acidente e voava a 200 km/h a 244 metros de altitude (ou 108 nós de velocidade e 800 pés de altitude). Ainda de acordo com o relatório, nenhum dos helicópteros estava com as chamadas “caixas-pretas” — gravadores de dados de voo (FDR) ou gravadores de voz da cabine (CVR).

A aeronave de Marsillac caiu com trem de pouso para o alto. Ele morreu no meio das ferragens. A outra explodiu ao tocar o chão do terreno utilizado para armazenar veículos elétricos e híbridos, provocando um incêndio que se espalhou rapidamente e destruiu cerca de 20 automóveis estacionados no local.

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