O novo capítulo das investigações sobre fraude no cartão de vacina de Bolsonaro
Três anos depois do escândalo, apuração de estelionato vai cair na conta de duas funcionárias da Prefeitura de Duque de Caxias
Pouco mais de três anos após o início das investigações sobre fraudes no cartão de vacina, que chegaram a incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro, o caso teve novos avanços, agora na primeira instância.
Desde o ano passado, a apuração saiu do STF e está tramitando na Justiça Federal do Rio de Janeiro, já que não há mais alvos com foro privilegiado.
O Ministério Público Federal solicitou, na semana passada, que a investigação retome à Polícia Federal por 90 dias, para um complemento do relatório final.
O objetivo é juntar mais informações sobre a atuação de cinco pessoas: o tenente-coronel Mauro Cid, o coronel Mauro Câmara, o ex-secretário de Saúde de Duque de Caxias João Carlos de Sousa Brecha e as funcionárias da secretaria Camila Paulino Alves Soares e Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva.
Os sistemas da secretaria de Saúde de Caixas foram utilizados para a inserção de informações falsas na base de dados do Ministério da Saúde, para criar os documentos utilizados pelos integrantes do esquema.
O MPF ressaltou que pode ser oferecida a possibilidade de fechar um acordo de não persecução penal (ANPP).
“Quanto ao investigado João Carlos, trata-se de pessoa que gerenciou as ações delituosas no âmbito do Município de Duque de Caxias, local onde ocorreram inserções de dados falsos em favor de diversas pessoas, não restando dúvidas quanto a autoria e materialidade delitivas, motivo pelo qual as investigações devem prosseguir em seu desfavor, bem como quanto aos demais funcionários da Prefeitura de Duque de Caxias envolvidos Camila Paulino Alves Soares e Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva, a fim de que seja analisada a possibilidade de oferecimento de acordo de não persecução penal”, diz a manifestação.





