O eleitorado que ajudou Flávio Bolsonaro a reduzir distância de Lula, segundo pesquisa BTG/Nexus
Desde julho, senador ganhou popularidade entre eleitores católicos, mais escolarizados e moradores da região Sudeste
Pouco mais de cem dias após a revelação do escândalo Dark Horse, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem demonstrando sinais de recuperação entre o eleitorado. A série histórica da pesquisa BTG/Nexus indica que o senador fechou a margem de distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto, após cair a uma distância recorde de 9 pontos percentuais em junho, e aparece apenas 4 pontos atrás do petista no primeiro turno em levantamento divulgado nesta segunda-feira, 24.
Desde a pesquisa publicada em 27 de julho, Flávio Bolsonaro subiu de 33% para 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o petista oscilou um ponto para baixo e recuou de 42% para 41% do eleitorado. Em ambos os casos, a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O maior avanço de Flávio no último mês ocorreu entre os brasileiros mais escolarizados — de 27 de julho a 24 de agosto, o senador saltou dez pontos percentuais entre os eleitores com ensino superior completo, passando de 29% para 39% das intenções de voto. Neste período, Lula caiu de 39% para 38% no mesmo grupo.
Outro crescimento estratégico do “Zero Um” foi observado entre os eleitores católicos, segmento em que avançou de 27% para 36% (alta de 9 pontos), mas ainda aparece consideravelmente atrás de Lula, que tem 44% nesta faixa do eleitorado.
No grupo dos eleitores mais velhos (acima de 60 anos de idade), Flávio Bolsonaro subiu de 29% para 35% ( avanço de 6 pontos). Lula mantém a liderança entre os idosos, com 47% das intenções de voto, mas recuou 7 pontos entre julho e agosto — a vantagem, portanto, caiu de 25 para 12 pontos percentuais.
Já o recorte por região aponta uma recuperação estratégica para Flávio Bolsonaro no Sudeste, onde concentra alguns de seus principais palanques eleitorais. Entre os sudestinos, o senador subiu de 32% para 38% do eleitorado, ao passo que Lula oscilou 1 ponto para baixo e chegou a 40%. Efeito semelhante ocorreu no Nordeste: na comparação entre as últimas semanas de julho e agosto, o candidato do PL ganhou 3 pontos percentuais (de 24% para 27%), enquanto o petista caiu 3 pontos (de 57% para 54%).







