O argumento de Malafaia para pedir absolvição em ação por injúria contra generais
Pastor apresentou defesa prévia em processo que tramita no STF
O pastor Silas Malafaia apresentou ao STF sua defesa prévia na ação penal em que é réu por injúria contra generais do Alto Comando do Exército.
Seu advogado, Jorge Vacite Neto, pediu sua absolvição, alegando que a fala que motivou a acusação foi direcionada a um “grupo indefinido de pessoas”, e não ao comandante do Exército, Tomás Paiva, ou “qualquer outro militar”.
Em abril de 2025, Malafaia chamou os militares de “frouxos” e “covardes” durante manifestação em São Paulo em defesa da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, ele criticava a falta de reação à prisão do ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto.
“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”, afirmou, na época.
A PGR apresentou uma denúncia contra o pastor após uma representação de Tomás Paiva.
No argumento da defesa de Malafaia, contudo, se seu objetivo fosse endereçar suas palavras diretamente ao general, “o teria feito citando o Comandante do Exército Brasileiro, e não de forma abstrata”.
“O I. general Tomás Miguel alega ter se sentido ofendido em sua dignidade, porém, repita-se, as falas do denunciado não lhe foram dirigidas nominalmente, nem a nenhum outro Oficial General do Alto Comando do Exército ou a qualquer membro específico do Exército”, reforçou.
A apresentação da defesa prévia é um dos primeiros passos da tramitação da ação penal. Ainda não há previsão de julgamento.







