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Novos detalhes das delações e Turquia nas manchetes de 17/04/2017

Jornais do país mostram que políticos ganhavam muito da Odebrecht, mas a empresa também tinha vários benefícios

O detalhamento das centenas de horas de delações de executivos da Odebrecht à Operação Lava Jato, divulgadas na semana passada, continua em destaque nos jornais do país. No mundo, a vitória de Recep Erdogan no referendo da Turquia, domingo, também ganha espaço no noticiário brasileiro.

Leia as principais manchetes de hoje:

O Estado de S.Paulo

Maioria dos inquéritos abertos pelo Supremo investigará ‘achaques’

Dos 76 inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal com base nas delações da Odebrecht, 40 vão apurar se políticos não apenas aceitaram doações de campanha em troca de benefícios à empresa, como também tomaram a iniciativa de pedir propina. A lista de cobranças é variada. Há mais de um relato, por exemplo, de que agentes públicos teriam organizado cartel, ou seja, pedido às empresas que combinassem valores e participação numa licitação pública e cobrado por isso. Há
casos de cobrança de propina depois de vencida a licitação e de ameaças a contratos.

Reforma da Previdência mantém privilégios de algumas categorias

O discurso de que a reforma da Previdência trata todos os trabalhadores de igual para igual foi colocado em xeque, segundo economistas, principalmente depois das últimas flexibilizações acordadas entre o governo e o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Uma série de categorias continuará a ser privilegiada com regras mais brandas, como políticos e servidores
públicos. Alguns aspectos da reforma não se aplicam de fato a todos. Um deles é a regra de transição. Embora a reforma preveja que os políticos seguirão as mesmas exigências de idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos, isso só valerá para os novos eleitos

Folha de S.Paulo

Plebiscito dá superpoder ao presidente da Turquia

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, venceu o plebiscito que aprovou emendas à Constituição do país e lhe assegurou mais poderes. Com 99% das urnas apuradas, o “sim” teve 51% dos votos. A oposição aponta fraudes. O país trocará o parlamentarismo pelo presidencialismo. O cargo de premiê será extinto. O presidente poderá nomear juízes à mais alta corte e aprovar o Orçamento. Após a vitória, Erdogan disse que poderá propor um plebiscito para instituir a pena de morte na Turquia.

Valor Econômico

Delações trazem mapa das contrapartidas a doações
Os executivos delatores da Odebrecht revelaram detalhes de ao menos R$ 945 milhões em pagamentos a políticos tendo como contrapartida projetos de interesse dos negócios do grupo. O Valor listou 82 casos em que um delator ou um grupo deles narrou detalhes de pagamentos com contrapartidas específicas, ou seja, que não se referiram somente a caixa dois de campanha eleitoral.

Gazeta do Povo (PR)

Odebrecht usou influência e propina na tramitação de 14 propostas no Congresso
Há mais de uma década o Grupo Odebrecht transformou o Congresso em balcão de negócios. Um levantamento feito pela reportagem mostra a sombra da empreiteira na tramitação e aprovação de ao menos 12 MPs, um projeto de lei ainda em tramitação e um projeto de resolução do Senado, a partir de 2004. A articulação custou – ao menos – R$ 18,1 milhões em repasse a parlamentares, além de doações milionárias para campanhas.

Zero Hora (RS)

Governo do RS conclui extinção de cinco órgãos estaduais, de 12 previstos

Dos 12 órgãos estaduais que tiveram a extinção autorizada por lei entre 2015 e 2016, cinco foram fechados pelo Palácio Piratini – sendo que dois deles deixarão de existir oficialmente hoje. Até agora, segundo a Secretaria-Geral de Governo, foram desligados apenas 26 servidores.

 

Comentários

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  1. Carlos Cezar Marques

    Em uma das operações, José Serra cobrou 15% de propina para liberar pagamentos atrasados da empreiteira junto ao governo de São Paulo. A Odebrecht concordou e repassou 23,3 milhões de reais ao PSDB em troca da liberação de pagamentos na gestão tucana.
    (Veja, 11/4/2017)

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  2. Carlos Cezar Marques

    Fiz esse comentário há pouco na coluna do reinaldo. Espero que ele não apague.

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