Novo usa mensagens entre Alcolumbre e Vorcaro para reforçar ação no STF por Conselho de Ética no Senado
Partido afirma que relação entre presidente do Senado e banqueiro não ficou 'restrita à vida privada' e cobra instalação de colegiado
O partido Novo usou as mensagens trocadas entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas por VEJA, para reforçar uma ação no STF que tenta obrigar a instalação do Conselho de Ética.
A legenda argumentou que o colegiado deveria avaliar esse tipo de situação. Entretanto, o Conselho de Ética não se reúne há mais de dois anos.
“É exatamente esse tipo de vínculo que as normas de ética e decoro parlamentar existem para examinar. Se a relação é legítima, o Conselho de Ética é o foro adequado para dizê-lo; se não é, é o foro adequado para apurá-lo. Em nenhuma das hipóteses se justifica que o órgão simplesmente não exista”, diz a sigla.
As mensagens mostram, por exemplo, Vorcaro parabenizando Alcolumbre pela sua segunda eleição ao comando do Senado, no dia 1º de fevereiro de 2023.
“Fala meu amor”, respondeu o parlamentar. “Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Sou seu irmão. Para vida toda”, continuou. O banqueiro responde à gentileza com cinco emojis de coração: “E eu seu. A qualquer tempo para qualquer coisa. Nunca vou esquecer”.
O Novo afirma que “não se trata, portanto, de amizade antiga, restrita à vida privada e sem relação com a função pública: o vínculo acompanhou o representado para dentro da Presidência da Casa e ali permaneceu enquanto o Banco Master se tornava objeto de crescente preocupação
institucional”.
O partido também afirmou que “a aparência de conflito de interesses é tão evidente que a manutenção da omissão se tornou institucionalmente insustentável”.
O mandado de segurança foi apresentado pelo Novo em junho e distribuído à ministra Cármen Lúcia.
Em resposta a um pedido de posicionamento, o Senado alegou que a instalação “não decorre de ato isolado, automático e instantâneo da Mesa”, mas sim “do encadeamento de providências institucionais sucessivas, muitas das quais alheias à esfera de disposição da própria Mesa ou da Presidência”.







