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Novas matérias não têm professores

Por Guilherme Amorozo - 27 jul 2008, 22h28

O Congresso Nacional aprovou, no primeiro semestre, duas leis que incluem novas disciplinas nos currículos da educação básica: filosofia, sociologia e música. O problema é que faltam professores para ministrar as matérias, de acordo com um estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). Diz o órgão que o Brasil tem hoje 31.118 profissionais atuando como professores de filosofia, sendo que, desse total, apenas 23% têm formação específica. Na sociologia, são 20.339 professores atuantes, sendo 2.499 licenciados (12%). Não há números sobre a área de música.

Estimativa da Capes aponta que serão necessários 107.680 docentes em cada uma das disciplinas para atender aos 24.131 estabelecimentos de ensino médio do país. A oferta será obrigatória nos três anos desse nível de ensino. Segundo o diretor de educação básica da Capes, professor Dilvo Ristoff, para atender à nova demanda seria necessário aumentar em 20 vezes o número de professores formados por ano, que hoje é de 2.884 em filosofia e 3.018 em sociologia. A demanda foi calculada considerando uma carga horária de 20 horas semanais para cada professor, em turmas de 30 alunos. ‘Se a gente levar em conta que 50% dos que se formam tendem a exercer outras profissões, a gente chega ao dramático número de 40 vezes mais graduados por ano’, estimou Ristoff.

(com Agência Brasil)

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