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Novamente, ato contra a tarifa termina em vandalismo e bombas

Protestos seguiram pacíficos até boa parte do percurso. No final, manifestantes tentaram pular as catracas do metrô. Vândalos quebraram vidros da Estação Consolação

Parecia que terminariam de maneira pacífica os dois protestos convocados nesta quinta-feira pelo Movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa do transporte em São Paulo. Só parecia. Quando o ato que começou em frente ao Teatro Municipal e chegou à Avenida Paulista se encerrava, um grupo depredou a estação Consolação do metrô. Os vidros do local foram quebrados e manifestantes tentaram pular as catracas. Houve conflito com os seguranças e, depois, com a Polícia Militar, que atirou bombas de efeito moral para dispersar os vândalos. Ao menos oito pessoas foram detidas. Na Zona Oeste, o protesto que começou no Largo da Batata seguiu pacificamente até a estação Butantã. Novamente, um grupo tentou pular as catracas e houve tumulto.

A confusão na Consolação teve início quando um grupo deixou o ato para pegar o metrô. Houve uma tentativa de ‘catracaço’, quando manifestantes decidem pular as catracas para não pagar a passagem. Os seguranças da estação fizeram um cordão de isolamento, impedindo a ação. Foi então que vândalos soltaram dois morteiros, quebraram uma máquina que vende refrigerantes e uma televisão. Um manifestante foi detido pelos seguranças do metrô. Os demais, pela PM.

O MPL se negou a participar pela manhã de uma reunião com o governo do Estado e a prefeitura mediada pelo Ministério Público, em que o trajeto dos protestos seria definido. Mais tarde, divulgou a rota pelas redes sociais. O objetivo da negociação entre manifestantes e poder público é garantir a circulação de carros e pessoas na capital paulista. Da mesma maneira que abusos da Polícia Militar têm de ser coibidos para garantir o direito à manifestação, as autoridades têm de zelar pelo direito de ir e vir dos demais cidadãos.

A passeata anterior contra o aumento da tarifa do transporte público de 3,50 para 3,80 reais resultou em confronto antes de começar por causa da discordância entre integrantes do Passe Livre e a Polícia Militar em relação ao trajeto a ser percorrido. Os manifestantes queriam caminhar da Avenida Rebouças ao Largo da Batata, na Zona Oeste, enquanto a PM exigia que o trajeto fosse feito da Rua da Consolação à Praça da República, no centro da capital. A polícia impediu que os manifestantes seguissem pelo itinerário proposto pelo MPL com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

A seguir, confira como se deu a manifestação desta quinta-feira.

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