Noivas invadem loja por não receberem vestidos às vésperas de casamento
Centenas de mulheres buscaram ajuda da polícia para resolver situação
O desespero de noivas que ficaram sem respostas sobre os vestidos alugados levou dezenas de clientes à porta da My Vintage Dress, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, nesta terça-feira, 1º. As mulheres encontraram a loja fechada e aparentemente esvaziada. A movimentação acabou com a polícia no local.
Após o episódio, as clientes criaram um grupo de mensagens que já reúne mais de 300 pessoas para compartilhar informações e acompanhar os desdobramentos do caso. Há relatos de mulheres com casamentos marcados para setembro que ainda não receberam os vestidos.
Uma das noivas que esteve diante da loja contou à coluna GENTE que alugou, em julho, um vestido por 7 mil reais, parcelado em seis vezes. Ela faria a primeira prova em 9 de setembro, mas descobriu o fechamento repentino antes da data. “Fui pessoalmente ao endereço e encontrei o estabelecimento fechado e aparentemente esvaziado”, relatou a noiva, que não quis se identificar. Segundo ela, outras clientes estavam no local na mesma situação, incluindo algumas que estariam com casamento marcado para o próximo fim de semana.
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“O impacto vai muito além do prejuízo financeiro. Um vestido de noiva envolve planejamento, expectativa e prazos difíceis de recompor, especialmente tão perto do casamento. Além da insegurança de não saber se receberei o vestido contratado, agora preciso buscar uma alternativa às pressas e lidar com um gasto que não estava previsto”, desabafou.
A cliente registrou boletim de ocorrência no dia 1º de setembro, no 14º Distrito Policial de Pinheiros. “Espero que o caso seja investigado, que as responsáveis prestem esclarecimentos e que todas as clientes afetadas recebam uma solução”, concluiu.
Em nota, a My Vintage Dress afirmou que enfrenta problemas em sua operação e que está priorizando as noivas com casamentos mais próximos. “Sabemos que muitas clientes estão entrando em contato ao mesmo tempo e entendemos a ansiedade e a necessidade de respostas. No entanto, o volume de mensagens recebidas está muito acima da nossa capacidade imediata de retorno, e por isso não conseguiremos responder todas simultaneamente”, informou, garantindo que todas serão procuradas individualmente.
A proprietária da loja também se manifestou. Em uma publicação nas redes sociais, Camila Rossi lamentou o ocorrido e a “ângústia” das noivas e pediu para que deixem a equipe trabalhar. “O tumulto na loja e no ateliê impactou diretamente nosso trabalho. Além de interromper a produção em um momento crítico, a situação assustou nossa equipe e algumas funcionárias estão com medo de trabalhar”, escreveu.
Segundo Camila, eles também foram vítimas do episódio. “Existe uma grave situação interna sendo apurada que nos atingiu profundamente e sobre a qual ainda não podemos compartilhar detalhes. Isso, porém, não diminui nossa responsabilidade de buscar soluções (…) Não estamos parados e não desistimos. Estamos trabalhando incansavelmente para entregar todos os vestidos”, afirmou.







