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No Rio, policiais civis são acusados de tortura

Cinco agentes teriam usado alicate para agredir funcionário de um ferro-velho. Grupo já foi reconhecido pela vítima por meio de fotografias

Por Da Redação - 1 abr 2011, 12h26

No mesmo dia em que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) eram tema de uma apresentação do governo do estado do Rio para empresários em Washington, nos Estados Unidos, a pior face da polícia se mostrava na cidade. Nos EUA, um discurso do governador Sérgio Cabral exaltava os êxitos da política de segurança que permitiram recuperar áreas antes controladas por traficantes. Aqui, no Brasil, um funcionário de um ferro-velho acusava policiais da 10ª DP (Botafogo) de tortura. A delegacia fica na zona sul da cidade.

A vítima conta que foi torturada com um alicate, usado para pressionar seu pênis. Ao telejornal RJ TV, da Rede Globo, o homem fez um relato das outras agressões: “Me deral socos na barriga. Bateram na minha cara. Chegou um policial e me mandou tirar a roupa. O policial foi em cima do armário, pegou o alicate e foi no meu pênis”, contou.

O objetivo dos policiais, segundo conta o funcionário do ferro-velho, era forçá-lo a admitir que o padrão, dono do estabelecimento, estaria envolvido com ladrões de carro que atuam em Botafogo.

De acordo com ao corregedoria da Polícia Civil, a vítima reconheceu cinco policiais da 10ª DP por meio de fotografias. Três, segundo contou, praticavam as torturas. Um quarto policial entrava e saía da sala, o que pode levá-lo a responder por omissão. Um quinto reconhecido não estava na escala de plantão – o que não significa que não possa ter ido ao local para acompanhar ou ordenar as torturas. Os nomes são mantidos em sigilo.

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