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No Rio, padre é indiciado por abuso de duas menores

Vídeo mostra padre Emilson Soares Corrêa tendo relações sexuais com uma das meninas dentro da casa paroquial. Uma delas, segundo o pai das vítimas, teria 15 anos na época do crime

No momento em que a renúncia do papa Bento XVI chama a atenção para uma série de denúncias de abusos sexuais cometidos por padres, um caso assustador é descoberto no Rio de Janeiro, na cidade de Niterói, a 13 quilômetros da capital. O padre Emilson Soares Corrêa foi indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável. O pai de duas meninas, uma com 19 e outra com 10, afirma que o padre abusou das duas. Segundo a denúncia, Emilson tocou as partes íntimas da mais nova, quando tinha 7 anos, e mantinha relações sexuais com a mais velha, desde os 15 anos da jovem.

Segundo a arquidiocese de Niterói, Emilson, de 56 anos, está afastado desde outubro do ano passado. Até então, o padre era o responsável pela igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. A irmã mais velha com quem Emilson teve relações sexuais dentro da paroquia era coroinha da igreja. Ela foi batizada aos 13 anos pelo padre, que também foi escolhido pela família da menina como padrinho.

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A Igreja trata o caso no âmbito do Tribunal Eclesiástico. A pena de Emilson, dentro da Igreja, pode ser a “suspensão definitiva”, que, na prática, significa expulsão. Em nota, a arquidiocese de Niterói ressalta que Emilson levou a denúncia do pai das duas meninas ao Ministério Público. O padre, no entanto, alega que não abusou da mais nova e que se envolveu com a mais velha apenas depois de ela ter feito 18 anos.

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O advogado do padre acusa o pai das meninas de usar as imagens para extorsão. Em depoimento prestado nesta terça-feira à delegada, Emilson contou que o pai exigiu uma casa para não dar cópias da gravação à polícia.