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Nem prisão perpétua traria vítima de volta, diz ex-goleiro Bruno

Solto após seis anos e sete meses preso pelo assassinato de Eliza Samudio, ex-atleta afirma que pagou ‘caro’ pelo erro e que vida na cadeia ‘não foi fácil’

Por Da Redação - 25 fev 2017, 16h58

O ex-goleiro Bruno Fernandes, 32 anos, que deixou a prisão na sexta-feira após seis anos e sete meses preso pelo assassinato da ex-namorada Eliza Samudio, disse que pagou caro pelo que fez e que se ficasse o resto da vida na prisão, isso não mudaria a situação da vítima. “Independente do tempo que eu fiquei (preso), eu queria deixar bem claro que, se eu ficasse lá, se tivesse prisão perpétua no Brasil, isso não ia trazer a vítima de volta”, afirmou o ex-jogador em entrevista à TV Globo Minas.

A entrevista foi dada na sexta-feira à noite na casa do advogado dele, Lúcio Adolfo, logo após ele ter deixado a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), presídio de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello ter concedido liminar determinando a soltura.

Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato, mas aguardava há quatro anos o julgamento de um recurso, que está parado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Segundo o ministro Marco Aurélio, o goleiro tem o direito de aguardar o julgamento do recurso em liberdade, já que é réu primário e possui bons antecedentes criminais. “Colocou-se em segundo plano o fato de o paciente ser primário e possuir bons antecedentes. A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há seis anos e sete meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato”, escreveu.

Aprendizado

Na entrevista, Bruno disse também que “não apagaria nada” do que fez. “Serve de experiência, como aprendizado, não como punição”, afirmou. Segundo ele, o tempo que ficou na cadeia foi uma experiência dura. “Paguei (pelo crime), paguei pelo meu erro. E paguei caro. Não foi fácil.”

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Sobre o futuro, afirmou que acredita em recomeço para a sua vida. “Quero deixar bem claro que eu vou recomeçar. Não importa se será no futebol, não importa se será em outra área profissional”, disse.

Seu advogado, Lúcio Adolfo, afirmou que o ex-goleiro já tem proposta de clubes para voltar a jogar, mas ele não revelou quem seriam os interessados. Bruno jogou pela última vez profissionalmente no dia 5 de junho de 2010, pelo Flamengo, diante do Goiás, no Campeonato Brasileiro. Ele atuou pelo clube carioca de 2006 a 2010, quando foi preso. Antes, brilhou também no Atlético-MG, entre 2002 e 2006 – ano em que chegou a ser contratado pelo Corinthians, treinou, mas não jogou.

 

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