Nelson Wilians é alvo de nova operação policial agora por fraudes bilionárias no ICMS
Conhecido nas rodas sociais de São Paulo, o advogado também foi alvo de investigações por envolvimento nas fraudes contra aposentados no INSS
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos — órgão formado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento, MPSP e Procuradoria Geral do Estado — deflagrou, nesta quarta, uma operação para cumprir mandados de busca contra investigados por envolvimento num esquema bilionário de sonegação e fraudes de ICMS em São Paulo.
Segundo os investigadores, a organização investigada por suposta venda de créditos falsos de ICMS para reduzir indevidamente o imposto devido ao estado teria sonegado cerca de 3,8 bilhões de reais em créditos tributários.
A ação, realizada com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, mirou endereços ligados ao advogado Nelson Wilians e supostos comparsas dele nos estados de São Paulo e Paraná.
O advogado, conhecido nas rodas sociais de São Paulo, também é investigado por envolvimento nas fraudes bilionárias do INSS. O Radar acionou a assessoria de Wilians, que enviou a seguinte nota: “O escritório recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”.
Os policiais cumprem 38 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, nas cidades de São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina e Cambé, as duas últimas no Paraná.
Também participam da operação servidores do Ministério Público, auditores fiscais, procuradores do estado, e policiais civis e militares.
“A fraude provocou elevados prejuízos à arrecadação estadual: ao lançar créditos sem amparo legal, o esquema reduz artificialmente o ICMS recolhido e subtrai recursos que deveriam custear serviços públicos essenciais. Até o momento a Secretaria da Fazenda já realizou verificações fiscais que culminaram na lavratura de autos de infração em 752 empresas envolvidas na fraude cujo montante sonegado supera 3,8 bilhões de reais — cifra que revela um esquema estruturado e de larga escala”, diz o MPSP.
“Ao operar com créditos irregulares, as empresas beneficiadas derrubam artificialmente seus custos tributários e competem em vantagem indevida sobre quem cumpre em dia suas obrigações. Essa distorção corrói a isonomia tributária, sufoca a livre concorrência e degrada o ambiente de negócios em São Paulo. Combater essa prática é, portanto, defender ao mesmo tempo a arrecadação do Estado e o contribuinte honesto”, segue o órgão.







