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‘Não tinha nenhum santo’ entre os presos mortos, diz governador

Em entrevista a rádio, José Melo (Pros) afirmou que rebelião foi resultado de uma "guerra de facções" e que entre os mortos havia estupradores e matadores

O governador do Amazonas, José Melo (Pros), afirmou nesta quarta-feira que “não tinha nenhum santo” entre os 56 detentos mortos na rebelião ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O motim, que durou  dezessete horas, começou no último domingo e terminou só na segunda-feira.

“O que eu sei te dizer é que não tinha nenhum santo. Eram estupradores, eram matadores que estavam lá dentro e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria no Estado do Amazonas. Ontem, como uma medida de segurança, nós retiramos todos ainda ligados a essa facção e segregamos em outro presídio para evitar que continuasse acontecendo o pior”, disse o governador, em entrevista à Rádio CBN, referindo-se à transferência de mais de 150 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, também em Manaus, nesta terça-feira.

Segundo informações do governo amazonense, as mortes foram resultado de um ataque do grupo Família do Norte (FDN), vinculado ao Comando Vermelho, contra integrantes do PCC. Desde o meio do ano passado, as duas organizações criminosas começaram a se enfrentar pelo domínio do tráfico de drogas no país.

Na entrevista, o governador frisou que a “guerra de facções” foi o que motivou a rebelião, apesar de o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, ter dito ontem que metade dos mortos não tinha ligação com organizações criminosas. Questionado sobre a declaração de Moraes, Melo desconversou: “Eu não posso fazer nenhum comentário sobre o que o ministro falou”.

“O fato que aconteceu aqui em Manaus. que foi motivo de muita tristeza para todo mundo, foi a briga de facções criminosas, fato que começou em São Paulo, depois foi para o Rio de Janeiro, se espalhou pelo Nordeste, já aconteceu em todos os Estados do Norte. E o último é o Amazonas, que aconteceu numa violência sem comum”, completou o governador. Melo também afirmou que a superlotação nos presídios é resultado da ofensiva do seu governo no combate ao tráfico de drogas no Estado, que “praticamente dobrou a população carcerária.”

O governador também defendeu a criação de um fundo nacional com repasse dos Estados para ampliar a atuação das Forças Armadas nas fronteiras do país. Segundo Melo, o objetivo é impedir que as drogas “saiam dos países produtores para chegar às áreas urbanas do Brasil”.

Comentários

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  1. Gustavo Woltmann

    Mas são pessoas, que forma de falar

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  2. Zaid Silveira

    Nenhum dos que morreram eram santos e nenhum dos que ficaram o são. Está certíssimo o governador.

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  3. o governador está certo

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  4. glauco arias

    Brasil tem 11% dos assassinatos do mundo, diz ONU; Norte e Nordeste lideram

    Em 2015, 58.383 pessoas foram assassinadas no Brasil. Equivale a dizer que o país teve um assassinato a cada 9 minutos, e vamos defender os criminosos?

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  5. Fábio Luís Inaimo

    O problema não é ‘os que morreram’ o problema é os que estão soltos!! Os 200 que fugiram e muitos mais dispostos a matar !!

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  6. Adelino Nascimento

    Governador, no Brasil existem atualmente entorno de 660 mil preso e só temos 330mil vagas, por favor então, junte esse caras de novo para adequarmos as vagas a população carcerária, e caso o sr. tenha alguem torrando seu saco com pena desses animaizinhos, por favor libera alguns deles para irem para casa dessa gente que certamente vão adorar ter alguns assassinos morando junto com os parentes deles.

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  7. Geroldo Zanon

    Concordo com o governador do AMAZONA tinha muitos PETISTAS

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  8. Douglas Ramon

    Vc colhe o que planta,tai o exemplo!!!

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