“Não se trata de fato isolado”, diz Alckmin sobre corrupção na Petrobras

Governador de São Paulo afirmou que prioridade agora é investigar esquema de desvio de verbas da estatal

Por Mariana Zylberkan - 7 set 2014, 14h13

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse neste domingo que a Petrobras foi assaltada e que o escândalo de desvio de verbas da estatal para fins de corrupção não é um fato isolado. “O que se verifica é que uma das maiores empresas de mais orgulho do país, uma empresa conceituada como é a Petrobras, pode ter sido assaltada, literalmente”, disse o governador, após assistir ao desfile de Sete de Setembro, em São Paulo.

Reportagem de VEJA revelou que, em um acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, afirmou que políticos da base aliada da presidente Dilma Rousseff receberam propina em um esquema bilionário de corrupção. A fala de Alckmin vem em linha com a crítica do presidenciável tucano Aécio Neves, de que “o governo do PT patrocionou um assalto à Petrobras“.

Alckmin minimizou, no entanto, o fato de as revelações de Paulo Roberto Costa terem vindo à nota às vésperas da corrida eleitoral. “O mais relevante agora é investigar realmente.”

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À frente nas pesquisas de intenções de voto na disputa pelo governo de São Paulo, Alckmin disse que não espera vencer logo no primeiro turno. “Eleição é trabalho e humildade. Quem tem que falar de eleição é a população. Estamos trabalhando bastante e acho que temos caminhado bem.”

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De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira, Alckmin lidera a disputa no Estado, com 53% das intenções de voto, contra 22% de Paulo Skaf (PMDB) e 7% de Alexandre Padilha (PT).

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