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Na véspera de julgamento, Zeca Dirceu visita Planalto

Por Da Redação 1 ago 2012, 18h39

Por Tânia Monteiro

Brasília – Na véspera do julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o principal réu do processo, esteve nesta quarta-feira no Palácio do Planalto por cerca de uma hora, onde se reuniu com o secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento. À saída, defendeu o pai e disse que o ex-ministro foi “injustiçado”.

“Não tem relação nenhuma com isso (julgamento do seu pai e do Mensalão)”, afirmou, ao deixar o Planalto e negando que tenha tratado do tema durante a conversa, apesar de o interlocutor ser um petista histórico. “Não tratei deste assunto”, assegurou. Não teria porque eu tratar disso aqui (no Planalto)”, prosseguiu. “Estava aqui (no Planalto) fazendo o que 90% dos deputados fazem: querendo saber por que não pagaram minhas emendas e dividindo a preocupação que ouvi nos últimos 15 dias, nas 41 cidades que visitei, nas conversas com os prefeitos, sobre as obras que eles querem que caminhem mais rápido e para caminhar rápido, tem de pagar o que está sendo feito”.

O deputado não soube dizer, no entanto, quanto ele tem de emenda que ainda não foi paga pelo governo. “Não tenho a matemática exata não. Não é muita coisa, não, mas também não é pouca coisa”, comentou. O deputado Zeca Dirceu defendeu a absolvição de seu pai e disse que ele foi “injustiçado”, “prejulgado” e “condenado”. “Espero que o Supremo olhe os autos e dessa forma ele será absolvido”, afirmou ele, acrescentando que, “como o julgamento é no Supremo, são os ministros que têm capacidade de julgar”.

Zeca Dirceu salientou que o que o preocupa “é o que acontece fora do Supremo”. E justificou: “Ele foi massacrado. Ele foi condenado antes de ter o julgamento. É um direito que todos têm de ter opinião, de prejulgar de fazer tudo. Mas é injusto, né? Por isso me preocupa, porque é injusto. Não é bom”, comentou. Mas, conformado, o deputado desabafou: “quem está na vida publica tem de se sujeitar a isso e aguentar, né?”.

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