Mulheres veem Brasil mais violento que homens e têm pior avaliação sobre trabalho policial, diz pesquisa
Combate ao feminicídio e agressões é área mais criticada pelo eleitorado feminino, indica levantamento Quaest
As mulheres brasileiras percebem um aumento mais grave da violência no país do que os homens, e também consideram a crise de segurança pública o principal problema da atualidade. Os dados constam em uma nova pesquisa Pax/Quaest sobre a percepção da violência, publicada nesta sexta-feira, 18, realizada com eleitores de todo o Brasil em setembro.
Na amostra total da pesquisa, 70% dos entrevistados afirmam que a violência no Brasil aumentou muito nos últimos dois anos. O recorte por gênero, porém, mostra uma preocupação maior entre o eleitorado feminino: 76% das mulheres dizem que a crise de segurança está muito mais severa, opinião que é compartilhada por 63% dos homens.
A diferença entre o eleitorado feminino e masculino também é visível no ranking de preocupações com o cotidiano do país. Entre as mulheres, a violência é considerada o maior problema do Brasil, citado por 29% das entrevistadas, enquanto os homens se mostram mais incomodados com a corrupção (28%).
Outra discrepância entre homens e mulheres é visível na percepção do trabalho policial. Entre as entrevistadas do sexo feminino, o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher é mal-avaliada por 45%, o pior desempenho entre todas as áreas; já a amostra masculina da pesquisa indica mais críticas à atuação das forças de segurança contra as facções criminosas, campo em que 41% dos entrevistados tem avaliação negativa do trabalho.
A pesquisa Pax/Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o Brasil entre os dias 12 e 15 de setembro de 2026. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.





