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Mulher de ministro sul-africano condenada por vender cocaína do Brasil

Prisão de Sheryl Cwele, em 2010, levou oposição a pedir renúncia de político

Sheryl Cwele, esposa do ministro sul-africano de Inteligência, foi condenada nesta sexta-feira a 12 anos de prisão por ter organizado uma rede de tráfico de cocaína a partir do Brasil, informou a agência Sapa.

O outro acusado, um nigeriano chamado Frank Nabolisa, foi condenado à mesma pena. Os dois anunciaram sua decisão de apelar da sentença.

O ministro Siyabonga Cwele se negou comentar a informação.

O juiz Koen Piet considerou que os dois tinham trabalhado juntos para recrutar duas mulheres com o objetivo de transportar drogas, informou a agência Sapa. Sheryl Cwele foi acusada de narcotráfico em 2009 depois da detenção no Brasil de Tessa Beetge, uma mulher sul-africana que transportava dez quilos de cocaína estimados em cerca de 292.000 dólares. Os pais de Tessa Beetge declararam ao jornal sul-africano que Sheryl Cwele, de quem foram vizinhos, tinha organizado a viagem de sua filha ao Brasil depois de ter oferecido um emprego a ela. Tessa Beetge está atualmente presa em São Paulo.

A outra mulher, Charmaine Moss, que era encarregada de receber um pacote na Turquia, suspeitou de algo ilegal e recusou-se a participar do esquema, tornando-se testemunha no caso.

Sheryl Cwele foi detida em janeiro de 2010 e logo foi liberada com pagamento de fiança. Sua prisão levou a oposição a pedir a renúncia de seu marido.

(Com AFP)