Clique e assine a partir de 8,90/mês

MTST volta a bloquear ruas na capital paulista

Sem-teto cobram da prefeitura o cumprimento de acordos firmados com o movimento; PM usa bala de borracha para dispersar manifestantes

Por Da Redação - 6 nov 2014, 19h53

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto voltou a provocar a bloquear ruas de São Paulo nesta quinta-feira. Conforme o líder Guilherme Boulos havia prometido no último grande ato do movimento, no qual ameaçou “montar barricadas de fogo nas principais vias da capital”, o grupo incendiou uma fileira de pneus no meio da Avenida Francisco Morato, na Zona Oeste de São Paulo. Simultaneamente, um outro ato também organizado pelo MTST fechava a Avenida Jacu Pessego, na Zona Leste.

Segundo a Polícia Militar, em torno de 300 pessoas participaram do protesto. Para dispersar o grupo, os policiais usaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, de acordo com reportagem do jornal o Estado de S. Paulo. A PM informou que os protestos começaram por volta das 18 horas.

O MTST reivindica que a prefeitura leve adiante acordos firmados com o movimento. Faixas e cartazes carregados pelos manifestantes citavam o nome do secretário municipal de Habitação, José Floriano, que, segundo eles, não cumpriu os compromissos acertados com o grupo. Partipam do ato integrantes das invasões Chico Mendes, Numa Pompílio e Estaiadinha.

“A prefeitura se comprometeu a analisar os terrenos que o movimento indicou e dar a resposta até o fim de outubro, no máximo. Mas, recorrentemente, os acordos têm sido descumpridos. Hoje são só duas mobilizações. Mas isso vai se intensificar nos próximos dias se a prefeitura não entender o recado”, afirmou Boulos, retomando o tom de ameaça de seus discursos. Em maio deste ano, ele havia prometido um “junho vermelho” caso as autoridades não atendessem às suas reivindicações.

Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação informou que atende “com frequência” a liderança do grupo, mas destacou que não privilegia um movimento específico.

Leia também:

Como funciona a ‘indústria de ocupações’ do MTST

MTST obtém privilégios perigosos, diz promotor

Continua após a publicidade
Publicidade