MPRJ denuncia Vinicius Drumond e outros sete por lavar dinheiro do jogo do bicho por bets
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, envolvidos dissimularam e ocultaram ilicitamente pelo menos R$ 5,2 milhões
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta quarta-feira, 2, oito pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho através de empresas de apostas esportivas online (bets). Entre eles, estão Flávio da Silva Santos, ex-presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel, e Vinicius Pereira Drumond, filho e herdeiro do bicheiro Luizinho, que morreu em 2020.
Também foram denunciados Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza. Segundo o MPRJ, eles dissimularam e ocultaram ilicitamente pelo menos 5,2 milhões de reais.
São cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro — em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e Centro –, no Paraná e em Goiás. A Justiça também determinou a suspensão das atividades e dos CNPJs das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações, acusadas de integrarem o esquema.
“De acordo com a denúncia, recursos provenientes da contravenção eram inseridos na economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela LEMA Administração e Participações S. A. Para viabilizar o esquema, o grupo utilizava diferentes empresas, entre elas a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações, além de pessoas apontadas como laranjas”, afirmou o Ministério Público do Rio em nota.
As investigações apontaram que a LEMA recebeu dois depósitos de 2. 598. 150 reais cada, um feito por João Eric e outro pela Apoio Consultoria Financeira, de propriedade de Ana Paula e João Victor, em maio de 2024. Em seguida, a LEMA transferiu 5,2 milhões de reais à LOTERJ para pagar a autorização necessária para a exploração de apostas de quota fixa. Também foram identificadas movimentações incompatíveis com a renda dos investigados e depósitos em espécie realizados com cédulas de pequeno valor, algumas delas mofadas.







