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MPF pede acesso ao inquérito sobre brigadistas presos em Alter do Chão

Eles são suspeitos dos incêndios na área de proteção ambiental

Por Estadão Conteúdo - 27 nov 2019, 22h53

O Ministério Público Federal em Santarém, no Pará, encaminhou nesta quarta-feira, 27, ofício à Polícia Civil do Estado pedindo acesso integral ao inquérito aberto contra brigadistas pelos incêndios florestais em Alter do Chão, em setembro passado. Nesta semana, agentes prenderam quatro funcionários da ONG Brigada de Alter do Chão e cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do Projeto Saúde e Alegria.

A Procuradoria afirma que já tinha um inquérito aberto na Polícia Federal sobre o incêndio na área de proteção ambiental e, na investigação federal, nenhum elemento apontava para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil, as ONGs.

“Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter”, afirmou o Ministério Público Federal, em nota.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu sete mandados de busca e apreensão e efetuou a prisão de quatro membros da organização Brigada Alter do Chão, acusados de serem os responsáveis pela queimadas que destruíram parte da Área de Proteção Ambiental. As ordens tiveram aval do juiz da 1ª Vara Criminal Alexandre Rizzi.

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À reportagem, o delegado da Polícia Civil no Pará, José Humberto de Melo, afirmou que ter “farto material” investigativo sobre a suposta atuação irregular de organizações não governamentais do Estado paraense. Segundo ele, três ONGs locais – Brigada Alter do Chão, Aquíferos Alter do Chão e Projeto Saúde e Alegria (PSA) – teriam desviado recursos da ONG Internacional WWF que deveriam ser utilizados no combate aos incêndios.

A Brigada de Alter foi criada em 2018 e reúne voluntários que trabalham em parceria com o Corpo de Bombeiros e outras instituições.

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