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MP questiona Cedae sobre prejuízos causados à população por água turva

Companhia tem três dias para responder; governador do RJ disse que, em nenhum momento, água ficou imprópria para consumo

Por Da Redação - Atualizado em 24 jan 2020, 11h10 - Publicado em 24 jan 2020, 11h06

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) instaurou na quinta-feira 23 um inquérito civil para apurar os prejuízos causados à população pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) com o fornecimento de água turva e com cheiro ruim. A entidade tem o prazo de três dias para responder.

O MP requiriu que a companhia se manifestasse sobre a causa dos problemas no fornecimento de água na região, sobre quais estudos técnicos foram feito e sobre quais medidas foram tomadas para o restabelecimento da qualidade do serviço. Além disso, o órgão pede a previsão de normalização e o número de pessoas afetadas.

Na ação, o MP afirma que o fornecimento de água é fator essencial para a vida cotidiana e que, com seguidos relatos de problemas de saúde de consumidores, muitos deles tiveram que contratar caminhões-pipa e comprar água mineral para ter água de qualidade, “gerando gastos financeiros extras por um serviço que deveria ser prestado por excelência pela companhia e pelo qual é remunerada”.

A iniciativa veio depois de o governador Wilson Witzel (PSC) afirmar que acredita que não há possibilidade de a Cedae aplicar descontos nas contas dos consumidores por ser uma empresa de capital fechado, submetida às regras de mercado.

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Em entrevista coletiva, Witzel disse que houve um “alarmismo” sobre a qualidade da água, que acabou causando preocupação na população, mas que em nenhum momento a água ficou imprópria para o consumo.

O governador também afirmou que houve falha da Cedae por não ter aplicado há mais tempo o método de carvão ativado na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O carvão começou a ser usado na quinta-feira como parte do tratamento da água.

Além disso, segundo o governador, até 2021 haverá o investimento de 700 milhões de reais na modernização da ETA Guandu. Desse total, 120 milhões de reais serão aplicados ainda este ano. Witzel informou ainda que o governo está finalizando o projeto para a construção de Guandu 2, estimado em 1,5 bilhão de reais.

(Com Agência Brasil)

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