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MP quer expulsão de PMs envolvidos no caso Amarildo

Cinco agentes foram citados, entre eles o comandante da UPP, major Edson

Por Da Redação - 29 ago 2013, 21h08

O Ministério Público do Rio de Janeiro estuda entrar com uma ação civil pública pedindo a expulsão de cinco policiais militares envolvidos no desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza. Morador da Rocinha, ele foi visto pela última vez na companhia dos agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela, que o levaram para averiguações no dia 14 de julho.

A representação encaminhada à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania nesta quinta-feira cita o comandante, Edson Santos, e os PMs Rodrigo de Macedo Avelar da Silva, Douglas Roberto Vital Machado, Rafael Adriano Silva de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista. Eles podem responder por improbidade administrativa, tortura e abuso de autoridade na operação “Paz Armada”.

O major Edson Santos já foi afastado do comando da UPP, segundo anunciou o comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), coronel Frederico Caldas. A versão oficial da PM é que sua saída faz parte de uma grande mudança que atingirá todas as unidades. Nos bastidores, porém, comenta-se que o sumiço do morador da Rocinha tornou a permanência do major insustentável.

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