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MP pede suspensão da ação contra Ronaldinho, com multa de US$ 90 mil

Caso a Justiça aceite o pedido, os ex-jogadores devem ser libertados da prisão em regime domiciliar no país vizinho, onde estão há cinco meses

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 7 ago 2020, 17h20 - Publicado em 7 ago 2020, 15h01

O Ministério Público do Paraguai pediu nesta sexta-feira, dia 7, à Justiça a suspensão do processo contra o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão, Roberto de Assis, condicionada ao pagamento total de uma multa de 200.000 dólares.

A acusação foi apenas pelo uso de passaporte falso apresentado na imigração paraguaia no aeroporto de Assunção no dia 4 de março – não haverá denúncia sobre outros crimes investigados de ordem financeira. Para Ronaldinho, foi requerido um ano de liberdade condicional e multa de 90.000 dólares; e para o irmão, dois anos de liberdade condicional e multa de 110.000 dólares.

O seu advogado, Sergio Queiroz, comemorou a ação do MP: “Tudo aquilo que nós defendemos durante estes cinco longos meses foi reconhecido pelo MP. A promotoria reconheceu que inexiste crime de natureza financeira e que na utilização do passaporte não houve má-fé”, disse ele a VEJA.

Com isso, eles devem sair da prisão domiciliar em questão de dias, caso o juiz Gustavo Amarilla aceite o pedido. Nesta semana, completou-se cinco meses da prisão dos irmãos em solo paraguaio. A promotoria também solicitou uma cooperação jurídica com o Brasil para que eles informem um endereço fixo no país de origem e o comparecimento trimestral para prestarem contas à Justiça paraguaia.

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Na ação, os promotores escreveram que a conduta dos irmãos foram “graves” pelo fato de que os passaportes permitem a realização de negócios no país e dão acesso à imigração de outros, “com a violação implícita da segurança das nações”.

A promotoria pegou um pouco mais pesado com Assis, pois achou mensagens em seu celular que indicavam que ele sabia sobre a confecção dos passaportes falsos, “tanto para ele como para o seu irmão”. Já em relação a Ronaldinho Gaúcho, o MP destacou que “não se detectou elementos que comprovem que ele tenha tido uma participação direta na obtenção dos documentos irregulares”.

O hotel de luxo, onde Ronaldinho e o irmão estão presos domiciliarmente, já abriu reservas para agosto. Eles são os únicos hóspedes do prédio histórico, que já sediou a prefeitura de Assunção e o Palácio da Justiça, desde o início de abril.

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