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MP investiga irregularidade em adoção no Sul do Rio

Integrante do Conselho Tutelar de Barra do Piraí teria entregue criança a uma família sem iniciar procedimento formal, e teria recebido ajuda de um vereador

Por Da Redação 24 jan 2013, 19h46

Um integrante do Conselho Tutelar de Barra do Piraí, no sul fluminense, foi afastado do cargo após suspeitas de irregularidade no processo de adoção de um bebê de dois meses. Arnaldo Feijó teria intermediado a entrega da criança a uma família sem abrir um procedimento formal para a adoção. Ele teria ainda contado com a ajuda de um vereador do município, Pedrinho de Souza Alves (PRB), que nega envolvimento no crime.

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público em Barra do Piraí. De acordo com o Conselho Tutelar do município, a mãe da criança teria procurado o conselheiro no dia 5 de dezembro e manifestado interesse em entregá-la à adoção. A justificativa seria uma briga com o pai da criança. O conselheiro informou que já havia uma família interessada e a encaminhou imediatamente ao gabinete do vereador, onde a mãe assinou uma declaração validando a entrega à uma família de Santa Rita de Jacutinga (MG).

A mãe ainda afirmou ter recebido 30 reais do vereador, após a entrega. Em depoimento, ela afirmou que o dinheiro seria para uma cinta. Sete dias após a adoção irregular da criança, a mãe se arrependeu e procurou a criança para reaver a guarda, sem sucesso. Ela denunciou o caso ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar. Em procedimento administrativo, o Conselho afastou Arnaldo Feijó do cargo e encaminhou as investigações ao MP.

(Com Estadão Conteúdo)

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