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Motorista que levava espanhola à Rocinha diz que não viu bloqueio

PMs atiraram depois que o veículo furou barreira policial na favela. Maria Esperanza Ruiz, de 67 anos, foi baleada na região do pescoço e morreu

Por Estadão Conteúdo 23 out 2017, 20h13

O motorista que levava a turista espanhola Maria Esperanza Ruiz à favela da Rocinha, na manhã desta segunda-feira, disse à Polícia Civil não ter visto o bloqueio policial de dentro do carro que dirigia, cujos vidros têm película escura. Após o veículo furar a barreira, no Largo do Boiadeiro, policiais militares dispararam. Maria Esperanza, de 67 anos, foi atingida na região do pescoço e morreu.

De acordo com a Polícia Militar, a espanhola foi levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, também na Zona Sul do Rio, mas não resistiu aos ferimentos. Maria Esperanza estava acompanhada do cunhado e do irmão.

O delegado Fabio Cardoso, da Delegacia de Homicídios do Rio, onde ficarão concentradas as investigações, disse que informações preliminares dão conta de que “o motorista não viu a suposta blitz”.

“Foi ouvido o disparo e a turista caiu dentro do carro. A irmã dela estava no carro e disse que também não viu o bloqueio”, afirma Cardoso, que já mandou apreender três fuzis usados pelos PMs.

“Uma turista vir ao Rio e ser assassinada é inadmissível. A gente vai identificar e colocar na cadeia quem fez essa covardia. Até o fim da tarde teremos pessoas identificadas e presas. Mas qualquer divulgação prematura pode ser leviana, pode levar a pré-julgamentos. Vamos ver a dinâmica, se havia ou não blitz, se era visível ou não”, completou o delegado.

Serão ouvidos na investigação a irmã da vítima, o motorista – que é brasileiro, segundo o delegado – e os PMs. As identidades e patentes deles não foram divulgadas.

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