Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Morte violenta de jovens cresce no Nordeste; cai no Sul e Sudeste

Segundo dados do IBGE sobre registro civil, país apresenta tendências distintas para casos como homicídios, suicídios, atropelamentos e acidentes

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 15 nov 2017, 10h55 - Publicado em 15 nov 2017, 10h51

Dados de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre registro civil  divulgados na última terça-feira mostram um contraste nas mortes por causas externas entre homens de 15 a 24 anos pelo país. Enquanto esse número caiu significativamente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina na última década, cresceu 171% na Bahia. Outros estados do Nordeste e do Norte também registraram aumentos expressivos.

Essa tendência – que contabiliza casos como homicídios, suicídios, atropelamentos e acidentes – já vinha sendo apontada em outros levantamentos. A redução da quantidade de mortes no Sudeste e no Sul estaria relacionada aos ganhos sociais e à redução da desigualdade.

“Normalmente, a questão dos homicídios não está ligada à pobreza, mas sim ao desemprego e à desigualdade”, explica o economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV). “No caso do Nordeste, há um certo mistério porque as condições de vida melhoraram. Mas é algo que já vinha sendo notado.”

A mortalidade masculina é maior do que a feminina ao longo de toda a vida, mas a diferença é mais acentuada entre os jovens. Considerando apenas os óbitos por causas externas, um brasileiro de 20 anos tinha, em 2016, 11 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher.

Envelhecimento

O levantamento mostra também um aumento do número de mortes em geral no Brasil. Foram 1.270.898 óbitos no ano passado, 3,5% a mais do que em 2015 e 24,7% a mais do que em 2006. Segundo a gerente da pesquisa, Klívia Brayner de Oliveira, os resultados refletem as mudanças do perfil demográfico do país, com o gradual envelhecimento da população e a redução da mortalidade infantil.

Em 1976, por exemplo, a parcela da população que mais morria era a de menores de 5 anos (34,7%). Hoje, a mortalidade infantil corresponde a menos de 3% dos óbitos. A proporção de mortes entre os maiores de 65 anos mais que dobrou no mesmo período, passando de 29,1% em 1976 para 58,5%, 40 anos depois.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)