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Morte de Marielle: procuradores vão monitorar investigação

Equipe, que já atua no Rio de Janeiro, foi nomeada por Raquel Dodge e vai acompanhar inquérito sobre assassinato da vereadora do PSOL e de seu motorista

Por Da Redação - Atualizado em 20 mar 2018, 14h37 - Publicado em 20 mar 2018, 14h20

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, selecionou cinco membros do Ministério Público Federal (MPF) para acompanhar as investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes, mortos a tiros na quarta-feira, 13, no centro do Rio de Janeiro. A portaria com a decisão foi assinada na sexta-feira, 16, e publicada no Diário Oficial da União nesta terça, 20.

Integrarão a equipe os procuradores Marcelo de Figueiredo Freire, Orlando Monteiro Espíndola da Cunha, Paulo Henrique Ferreira Brito, José Maria de Castro e Eduardo Santos Oliveira Benones. De acordo com a PGR, o trabalho será acompanhado pelo secretário de Direitos Humanos e também procurador regional, André de Carvalho Ramos.

Os profissionais escolhidos por Dodge participam, desde o último ano, de um grupo que atua no enfrentamento aos crimes federais no Rio de Janeiro. A equipe é responsável por traçar diagnósticos da situação e propor soluções para o enfrentamento da criminalidade e melhoria da segurança pública. O Ministério Público Estadual do Rio e as polícias Civil e Federal já estão cientes da designação dos profissionais escolhidos pela procuradora-geral.

Este caso está sendo acompanhando atentamente pelo meu gabinete. Instaureum procedimento para  monitoraas investigações feitas, na expectativa de que esszelo estimule todos a desvendar o crime”, afirmou Dodge em entrevista concedida em Porto Alegre, na semana passada. 

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Já sobre o pedido de federalização, que deixaria as investigações nas mãos da Polícia Federal, Dodge pondera que é necessário avaliar a situação. “A nossa expectativa é que isso não seja necessário, mas é preciso acompanhar, porque temos um país em que o nível de impunidade ainda é muito elevado”, afirmou, em nota emitida pela PGR.

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