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Morre, aos 72 anos, Cláudio Weber Abramo, fundador da Transparência Brasil

Referência no combate à corrupção no país, jornalista foi um dos principais articuladores para a elaboração da Lei de Acesso à Informação

O jornalista Cláudio Weber Abramo, um dos fundadores da ONG Transparência Brasil, morreu na noite deste domingo. O jornalista não resistiu às complicações causadas por um câncer. Ele estava internado no Hospital Samaritano, na zona oeste de São Paulo.

Weber Abramo era uma referência no combate à corrupção no país, e foi um dos principais articuladores para a elaboração da Lei de Acesso à Informação, aprovada em 2011.

O jornalista deixa a mulher e quatro filhos. O corpo será cremado no Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, nesta segunda-feira.

Bacharel em matemática pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em filosofia da ciência pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Weber Abramo foi diretor-executivo da Transparência Brasil entre 2001 e 2015. Ao deixar o cargo, tornou-se vice-presidente do Conselho Deliberativo da ONG.

Weber Abramo foi editor do jornal Folha de S.Paulo e secretário-executivo de redação da Gazeta Mercantil, além de ter colaborado com outros veículos da imprensa brasileira. Ele era filho do jornalista Cláudio Abramo, que foi diretor de redação da Folha e do jornal O Estado de S.Paulo, e da chargista Hilde Weber.

Nos últimos anos, dedicava-se a outra ONG que havia criado, a Dados.org, voltada a coletar e disseminar informações fornecidas pelo setor público.

“Perdemos um batalhador pelas melhores causas e um amigo do bom jornalismo”, disse o presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Daniel Bramatti. “Claudio Weber Abramo será sempre uma inspiração para quem luta pela democracia, pela transparência e pela aplicação correta dos recursos públicos. Na Abraji, as bandeiras que ele defendeu continuam erguidas.”

 

Comentários

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  1. JOSÉ ALVES GUIMARÃES

    Enquanto isso, Maluf, Sarney, Waldemar Costa Neto, Renan Calheiros, Aécio e milhares de saqueadores do erário e sanguessugas do sangue dos trabalhadores, continuam muito vivos e praticando crimes e, claro, exercendo o direito de manter o povão covarde devidamente acomodados nas sarjetas.

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