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Moraes mantém prisões de suspeitos por ameaças contra sua família

Os irmãos Raul Fonseca de Oliveira e Oliveirino de Oliveira Júnior foram presos nesta sexta-feira, após operação da Polícia Federal

Por Lucas Mathias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jun 2024, 14h48 | Atualizado em 1 jun 2024, 14h49
Moraes mantém prisões de suspeitos por ameaças contra sua família Priorizar nos meus resultados Google

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu manter, neste sábado, 1, a prisão preventiva dos irmãos Raul Fonseca de Oliveira e Oliveirino de Oliveira Júnior. Os dois são acusados de, entre outros crimes, abolição do estado democrático de direito, por ameaças contra familiares do magistrado. A decisão veio após a realização das audiências de custódia. Para Moraes, a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República narra “fatos graves”, com “intenção consciente e voluntária dos agentes em restringir o exercício da livre função judiciária”. 

Os acusados estão presos desde a manhã desta sexta, quando foram alvos de operação da Polícia Federal, que cumpriu ainda cinco mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. As prisões foram solicitadas pela PGR. Ainda na decisão, Moraes determinou que a PF apresente laudos dos aparelhos apreendidos. O ministro, contudo, se declarou impedido para permanecer no julgamento dos crimes de ameaça e perseguição e determinou a redistribuição dos autos. 

De acordo com as investigações, os irmãos mandaram e-mails para familiares de Moraes com ameaças. No conteúdo, também detalhavam a rotina da família do ministro, o que fizeram por longo período de tempo. 

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No material produzido pela PGR, consta que “o conteúdo das mensagens, com referências a ‘comunismo’ e ‘antipatriotismo’, evidencia com clareza o intuito de, por meio das graves ameaças a familiares do Ministro Alexandre de Moraes, restringir o livre exercício da função judiciária pelo magistrado do Supremo Tribunal Federal à frente das investigações relativas aos atos que culminaram na tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito em 8.1.2023”. 

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Em sua decisão, Moraes afirma ainda que as condutas narradas “indicam que os agentes tentaram, com grave ameaça, restringir o exercício de funções jurisdicionais, atentando, dessa maneira, contra o Estado Democrático de Direito”. O cenário, portanto, torna para o ministro “evidente a presença dos requisitos necessários e suficientes para a manutenção de ambas as prisões preventivas”.

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