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Moradores do Rio reclamam de falta de água após Cedae interromper produção

Queixas foram feitas nas redes sociais no mesmo dia em que a Cedae reabriu as comportas de água na Estação de Tratamento de Guandu

Por Jana Sampaio - Atualizado em 4 fev 2020, 15h39 - Publicado em 4 fev 2020, 15h13

Moradores de diversos bairros das zonas Norte e Oeste, além da Baixada Fluminense, reclamaram nas redes sociais sobre falta de água. O problema foi relatado no mesmo dia em que a Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro retomou a produção de água na Estação de Tratamento de Guandu. As comportas ficaram 13 horas fechadas após análise laboratorial detectar a presença de detergente na água.

Segundo a companhia, não houve distribuição de água com detergente para a população. O material foi arrastado pelas fortes chuvas registradas na Região Metropolitana desde a noite de domingo, 2.

Na manhã de terça-feira, 4, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletaram amostras de água e equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados estiveram na estação do Guandu.

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Em nota, a Cedae informou que a interrupção foi necessária para assegurar a qualidade da água e que técnicos da companhia permanecerão monitorando a captação de água até que a concentração de detergente não represente risco à operação da estação.

Entenda a crise da água no Rio

Há mais de um mês moradores de 71 bairros e seis municípios do Rio convivem com o gosto e o cheiro de terra na água causado pela presença da geosmina, uma bactéria que não faz mal à saúde, mas que se prolifera em ambientes altamente contaminados. Para amenizar o problema, a Cedae começou a usar no dia 24 de janeiro carvão ativado. Cinco dias depois, a estatal afirmou que aplicaria argila ionicamente modificada na lagoa próxima à captação de água da Estação de Tratamento de Água Guandu para assegurar a qualidade da água distribuída à população.

A médio prazo, a Cedae informou que deu início ao processo de licitação para obras de proteção da tomada de água da ETA Guandu, além do modelo de concessão, que prevê investimentos de cerca de R$ 32 bilhões em obras para a universalização do saneamento no Estado.

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