Moradores do Rio recebem ‘alerta severo’ de ventos fortes; rajadas podem chegar a 76 km/h
Aviso, enviado a celulares pouco depois das 5h, ocorre uma semana vendaval deixar três mortos
Moradores do Rio de Janeiro receberam no início da manhã desta quarta-feira, 5, um “alerta severo” de ventos fortes. A previsão é de que rajadas de 76 km/h atinjam a cidade nas próximas horas. O comunicado, enviado a celulares pouco depois das 5h, ocorre uma semana após ventos de até 105 km/h atingirem o estado e deixarem três mortos.
“Defesa Civil: alerta de vento forte na cidade do Rio nas próximas horas. Cidade no Estágio 2. Evite árvores, estruturas metálicas – 5/8. Emergências 199, 193”, disse o aviso.
O Rio entrou em estágio dois, quando há risco de ocorrência de alto impacto, às 19h de terça-feira, 4. Segundo a Alerta Rio, um sistema de alta pressão influenciará o tempo na cidade, com ventos moderados (de até 51,9 km/h) a fortes (entre 52 km/h e 76 km/h). Zona Oeste e áreas do litoral devem concentrar os maiores impactos. Não há previsão de chuva. A umidade relativa do ar poderá apresentar valores entre 20% e 30% no período da tarde.
A situação permanecerá instável até o fim de semana. Na quinta-feira, 6, há previsão de ventos moderados (entre 18,5 km/h e 51,9km/h), com céu estará nublado e chuva fraca isolada entre tarde e noite. Já na sexta, 7, uma frente fria influenciará o tempo no Rio. O vendaval poderá alcançar intensidade forte (entre 52 km/h e 76 km/h) a muito forte (acima de 76 km/h). O céu também ficará nublado, com chuva fraca isolada no período da noite. A umidade relativa do ar poderá apresentar valores entre 20% e 30% no período da tarde.
+ Pousada em Búzios e Country Clube: como funciona esquema de lavagem de dinheiro do CV
Caos no Rio
Na última quarta, 29, ventos de até 105 km/h atingiram o Estado do Rio de Janeiro, levando o Centro de Operações do Rio de Janeiro (COR) a emitir um alerta de estágio dois. Os serviços de metrô, trem, VLT, BRT e barca foram impactados. O Aeroporto Santos Dumont suspendeu as operações, enquanto o Galeão teve voos desviados.
Na ocasião, o Centro de Operações do Rio (COR) informou que árvores caíram em Botafogo, Barra da Tijuca, Curicica, Rio Comprido, Ilha do Governador, Acari, Méier e Jardim Guanabara. Apagões generalizados foram registrados na Zona Sul, no Centro e na Tijuca, além da Baixada Fluminense. Moradores ficaram mais de 24 horas sem luz.
Duas pessoas morreram, incluindo um ex-jogador do Botafogo, na queda de um muro em Santa Teresa, na Região Central. Um pescador estava desaparecido. Ele estava no mar em Tarituba, em Mambucaba, no momento do vendaval. O corpo foi localizado pelos bombeiros e levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi identificado como Celsom Costa Junior, na tarde de quinta-feira 30.
Ainda na quinta, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), alertou para a possibilidade de novos eventos climáticos extremos com a chegada do Super El Niño, com pico previsto para outubro deste ano.
“Situações como a de ontem exigem atenção, coordenação e presença na rua. E devemos seguir atentos pois podem se repetir durante o período desse Super El Niño. É para isso que a estrutura da Prefeitura existe: o esforço para antecipar riscos, mobilizar os órgãos e agir com velocidade quando a cidade precisa”, escreveu Cavaliere no X, antigo Twitter.
“A Prefeitura está preparada para acompanhar essas mudanças em tempo real e dar a resposta mais rápida possível. O Centro de Operações reúne informações das diferentes redes, monitora as ocorrências e aciona as equipes responsáveis para retirar árvores, liberar vias e reduzir os impactos sobre a população. Seguimos mobilizados para o dia de hoje até o estado de normalidade se reestabelecer”, acrescentou.







