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‘Monstro da Alba’ agia há pelo menos um ano

Corpos recolhidos da casa do serial killer são de mulheres desaparecidas entre 3 meses e 1 ano, afirma perito do IML. SSP corrigiu número de vítimas para seis

Restos mortais recolhidos na casa do serial serial killer Jorge Luiz Morais de Oliveira, de 41 anos, indicam que o “Monstro da Alba”, apelido que o criminoso ganhou em referência à favela onde morava e matou as vítimas, na Zona Sul de São Paulo, agia há pelo menos um ano. Nesta sexta-feira a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo corrigiu o número de vítimas para seis – inicialmente, a SSP falou em sete mortos.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, explicou que sete invólucros com partes de corpos foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) nesta semana, mas dois deles continham restos das mesmas vítimas. As informações foram confirmadas por meio de exames de DNA.

Moraes se reuniu com o delegado responsável pelo caso, Jorge Carrasco, e o médico do núcleo de antropologia forense do IML, Paulo Tieppo, nesta tarde. Tieppo disse que todos os corpos que chegaram ao instituto são de mulheres. “Recebemos partes do corpo de cinco mulheres com idades entre 18 e 40 anos e que estão desaparecidas entre 3 meses e um ano”, afirmou o médico.

A análise torna menos provável a hipótese de Kelvyn Dondoni, de 23 anos, estar entre as vítimas do pintor – a mãe do jovem reconheceu a calça do filho entre os objetos encontrados na casa do criminoso. O delegado Jorge Carrasco afirmou que nenhuma possibilidade está descartada, mas que, se Dondoni foi morto por Oliveira, o corpo ainda não foi encontrado.

O delegado disse que, na próxima semana, Oliveira será levado ao local do crime para fornecer mais detalhes de como ocorreram as mortes. Segundo um dos laudos do IML apresentados pelo médico legista, uma das vítimas foi morta por asfixia. “Ainda é difícil afirmar se todas as mortes ocorreram da mesma forma (por estrangulamento), porque os corpos estão em avançado estágio de decomposição”, disse Tieppo.