Ministra do Turismo fica, mas Rio é sinal de alerta intenso para Lula
Em nome do apoio da base, presidente cogitou inclusive tirar do petista Marcelo Freixo a Embratur
Apesar da crise, a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, ficou no cargo. A crise, no entanto, permanece. Está longe de arrefecer os ânimos do Centrão contra o governo Lula. Em nome do apoio do União Brasil, o presidente, que se reuniu na manhã desta terça-feira, 13, com a ministra, chegou a cogitar tirar inclusive o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, recém-filiado ao PT.
“O apoio dos partidos a Lula está cada vez mais complicado. O que acontece no Rio é um espelho disso”, diz um dos integrantes do governo Castro.
Mesmo com índices ruins de avaliação, lembra um aliado, está com o governador Cláudio Castro (PL) o apoio dos principais partidos do grupo que está criando pesadelos ao governo no Congresso: PP, União Brasil e Republicanos, inicialmente na base, estão entre eles. Waguinho já cobrou e segue cobrando a fatura pelo apoio empenhado durante as eleições de 2022. Waguinho deixou o União Brasil em abril e assumiu o Republicanos no estado, e foi dele a indicação da mulher, Daniela, ao ministério. A conversa com o presidente Lula nesta terça, em Brasília, promete ser dura. Waguinho vê como uma forma de Lula abrir as portas do governo para bolsonaristas.
O União Brasil não considera Daniela Carneiro mais parte da cota do partido no ministério. Depois da saída de Waguinho, a legenda pressionou, com uma espécie de tentativa de levante da base no Congresso, para que a ministra fosse exonerada. Há uma pressão forte do presidente do partido, Luciano Bivar, contra Waguinho, que não é mais do partido. Ainda assim, na conversa desta terça, Waguinho acabou convencendo Lula a manter Daniela.







