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Ministério da Saúde confirma caso de reinfecção por nova cepa da Covid-19

Em nota, pasta confirmou que mulher de 29 anos foi novamente contaminada com a variante do coronavírus no Amazonas

Por Marina Lang Atualizado em 15 jan 2021, 13h06 - Publicado em 15 jan 2021, 12h25

O Ministério da Saúde confirmou um novo caso de reinfecção do coronavírus pela nova cepa identificada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do estado do Amazonas, por meio de uma nota divulgada na manhã desta sexta-feira, 15. De acordo com informações da pasta, a Fiocruz detectou a nova variante em uma mulher de 29 anos, residente do estado, que apresenta sintomas leves da doença.

O primeiro diagnóstico de coronavírus na mulher foi dado em 24 de março do ano passado. Já o segundo foi detectado em 30 de dezembro, nove meses depois do primeiro teste.

“A segunda análise realizada mostrou um padrão de mutações, compatível com a variante do vírus SARS-CoV-2, identificada recentemente pelo Ministério da Saúde do Japão, mas de origem no Amazonas”, afirmou o comunicado do Ministério.

Ainda de acordo com o órgão federal, foi feita uma recomendação aos estados, Distrito Federal e municípios sobre “o contínuo fortalecimento das atividades de controle da Covid-19, a ampliação do sequenciamento de rotina dos vírus SARS-CoV-2, a investigação de surtos e o rastreamento de contatos de todo caso de Covid-19”.

Trata-se do segundo caso de reeinfecção com nova variante do vírus que causa a doença – a outra encontrada na Bahia, mas, diferentemente do caso do Amazonas, a mutação foi identificada como oriunda da África do Sul. Segundo a pasta, o caso do estado do Nordeste segue sob investigação.

“Até o momento, no Brasil, foram confirmados três casos de reinfecção com linhagens já circulantes no país. O primeiro caso no estado do Rio Grande do Norte, o segundo caso no estado de São Paulo e um terceiro caso no estado do Rio Grande do Sul”, apontou o Ministério.

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Outras notificações de suspeita de reinfecção foram enviadas à pasta, mas não foram confirmadas. “Um caso de reinfecção da Covid-19 exige que o indivíduo apresente dois resultados positivos de RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2, com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios de infecção respiratória, independente da condição clínica observada nos dois episódios”, disse a nota oficial.

“O Ministério da Saúde reforça a necessidade da adoção do uso contínuo de máscaras, higienização constantes das mãos e o uso de álcool em gel”, finalizou o comunicado.

O sistema de saúde de Manaus, capital do Amazonas que concentra a maior parte da densidade populacional do estado, entrou em colapso nesta semana. A situação caótica na cidade foi causado por sobrecarga no sistema de saúde local, que não têm oxigênio suficiente para oferecer aos pacientes hospitalizados. O governo do estado atribui a crise ao “aumento da demanda nos últimos 15 dias”.

A Secretaria de Saúde do Amazonas informou na manhã desta sexta-feira, 15, que o primeiro grupo de nove pacientes da Covid-19 foi transferido nesta manhã de Manaus para Teresina, no Piauí.

Um segundo conjunto de quinze pessoas deve ser encaminhado ainda na tarde de hoje para São Luís, no Maranhão. O transporte dos pacientes está sendo feito pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Trata-se de um pequeno contingente diante do número total de paciente que necessita de transferência diante do avanço da Covid-19 na região. De acordo com a pasta de saúde local, são 235 pessoas a serem enviadas para outros cinco estados brasileiros.

O desabastecimento de oxigênio em unidades de atendimento a pacientes com Covid-19 em Manaus se agravou na quinta-feira, 14. Houve mortes por asfixia. Com uma explosão no número de casos do novo coronavírus nos últimos dois meses, o consumo de oxigênio passou de 176.000 para 850.000 metros cúbicos ao mês, segundo o governo estadual, demanda que os fornecedores não têm conseguido suprir. Para tentar frear a curva de casos e mortes, o governo decretou toque de recolher em Manaus entre 19h e 6h.

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