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Michelle Bolsonaro se aprofundou na linguagem de sinais em 2015

Tio surdo despertou o interesse da primeira-dama pela inclusão

Por Marcela Mattos Atualizado em 16 ago 2019, 14h56 - Publicado em 16 ago 2019, 00h12

Michelle Bolsonaro chamou atenção já no primeiro dia do governo. Ao quebrar todos os protocolos e fazer um pronunciamento na cerimônia de posse, falando antes do novo presidente da República, a primeira-­dama fez uma promessa: as pessoas com deficiência, com destaque para os surdos, seriam valorizadas na administração Bolsonaro. Se já era novidade uma primeira-dama discursar na posse, o formato surpreendeu ainda mais: Michelle se comunicou em libras, a linguagem de sinais. E é ao justificar o conhecimento desse idioma que a primeira-dama fala de sua família — assunto raro em suas também raríssimas entrevistas. Michelle costuma contar que aprendeu o alfabeto em libras graças a um tio surdo. “Ele plantou essa semente na minha vida”, afirma. Mas há tempos ela não vê esse tio, filho da avó presa por tráfico de drogas.

Apesar de ter aprendido o alfabeto na infância, Michelle se aprofundou na linguagem de sinais em 2015. Ela passou a fazer trabalhos voluntários vinculados à igreja que frequenta e, agora como primeira-dama, busca maneiras de trazer melhorias para os surdos. É iniciativa dela, por exemplo, o projeto de incluir nas salas de cinema do Brasil equipamentos instalados em assentos que permitam aos deficientes auditivos acesso ao seu idioma durante as sessões — muitos entendem libras, mas não sabem ler em português. A promessa é que até o início do próximo ano todos os cinemas do país possuam o sistema. Michelle também tem dado atenção especial a crianças com doenças raras.

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A primeira-dama despacha no Ministério da Cidadania entre duas e três vezes por semana. Chega pela garagem, anda cercada por seguranças e tem se reunido com empresários em busca de apoio para iniciativas na área social. Desde julho ela preside o conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, projeto criado por Bolsonaro para estimular empresas e organizações da sociedade civil a auxiliar setores mais carentes. “Dentro das minhas limitações, sempre quis ajudar o próximo. É um chamado do meu coração. Aceitei esse caminho com o desígnio de Deus”, disse Michelle durante o lançamento do programa.

Publicado em VEJA de 21 de agosto de 2019, edição nº 2648

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