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MG tem novos ataques a ônibus na madrugada; já são 61 desde domingo

A onda de crimes, que também ocorre no Rio Grande do Norte, é atribuída à facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC)

Por Da Redação Atualizado em 7 jun 2018, 13h42 - Publicado em 7 jun 2018, 13h40

A madrugada desta quinta-feira, 7, teve novos incêndios a ônibus em cidades do interior de Minas Gerais. As ações criminosas, atribuídas à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), aconteceram em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Sacramento, na região do Alto Paranaíba. O estado, assim como o Rio Grande do Norte, vive uma onda de ataques desde o último domingo, 3.

A Polícia Militar de Minas Gerais contabiliza 61 incêndios a ônibus em 32 cidades mineiras desde que os ataques começaram. Ainda conforme a PM mineira, até agora foram presas 51 suspeitos e apreendidos 22 menores. Materiais usados para a queima dos coletivos, além de celulares e duas armas de fogo, também foram recolhidos pela polícia. A Secretaria de Administração Prisional avalia a possibilidade de transferência de presos.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que as forças de segurança de Minas Gerais trabalham para esclarecer os ataques. De acordo com a pasta, equipes da Polícia Civil ajudam nas investigações, enquanto policiais militares atuam em coletivos e pontos de ônibus, à paisana, para conter as ações e identificar os autores. De acordo com a Sesp, a Polícia Federal também contribui com ações dos investigadores mineiros.

Na última terça-feira (5), o governador Fernando Pimentel (PT) disse, em coletiva de imprensa, que havia sido informado que os crimes foram coordenados por “facções criminosas”, pelo fato de Minas Gerais “ter um dos sistemas penitenciários mais rigorosos do país”.

“Aqui nós não afrouxamos o sistema carcerário para nenhuma organização criminosa. E é por isso que nós estamos pagando esse preço, sofrendo ameaças e sendo atacados. A política carcerária em Minas é uma política que cumpre rigorosamente a lei. Estamos tomando todas as providências para coibir esse tipo de crime”, disse Pimentel.

Na ocasião, o petista reforçou que os detalhes das investigações são mantidos sob sigilo. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró, a PM está coletando dados junto às pessoas que foram presas, na tentativa de chegar “à célula das organizações criminosas”, responsáveis pelos atentados.

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Ataques simultâneos no RN

Além de Minas Gerais, também há registros de ataques semelhantes no Rio Grande do Norte, onde ônibus foram queimados e um policial foi executado. Na madrugada desta quinta-feira, uma ambulância e uma viatura do Corpo de Bombeiros Militar potiguar foram incendiadas. Os crimes ocorreram em Mossoró, região Oeste do estado, por volta das 2h, quando quatro homens chegaram à sede do Posto Avançado do Corpo de Bombeiros, às margens da BR-304, e atearam fogo.

Os bandidos também efetuaram disparos em direção aos prédios da administração e alojamento da base militar, mas ninguém ficou ferido. No local do incêndio, papéis com a sigla de uma facção criminosa que atua no estado foram encontrados pelos policiais. Os criminosos conseguiram fugir, mas foram capturados em uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar e levados a uma delegacia.

Na noite da quarta-feira, 6, em circunstâncias semelhantes, homens encapuzados tentaram incendiar um ônibus na Zona Norte de Natal. A ação ocorreu três dias após a última tentativa, no bairro Regomoleiro, na mesma região. Ninguém foi preso.

No sábado, 2, um veículo da Empresa Guanabara ficou completamente destruído após ser incendiado por bandidos supostamente ligados ao PCC. Ao contrário do governo de Minas Gerais, a secretaria de Segurança do Rio Grande do Norte evita comentar a ligação dos casos com o crime organizado sob a argumentação de que as investigações estão em curso.

(com Estadão Conteúdo)

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