Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

México pode devolver presidência ao PRI em eleição hoje

Por Da Redação - 1 jul 2012, 10h54

Por Cynthia Decloedt

Cidade do México – As urnas foram abertas para eleger o novo presidente do México, onde eleitores exaustos da violência parecem preparados para devolver o poder ao partido que governou o país por sete décadas seguidas.

Enrique Peña Nieto, que concorre pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), obteve folgada maioria nas pesquisas de intenções de voto contra seus oponentes, o ex-prefeito da Cidade do México que perdeu por pouco as eleições presidenciais anteriores, Andrés Manuel López Obrador do Partido da Revolução Democrática (PRD), e a candidata do governante Partido da Ação Nacional (PAN), Josefina Vázquez Mota, que participou do impopular governo do presidente Felipe Calderon.

A pesquisa mais recente permitida por lei foi feita na quarta-feira e mostrou Peña Nieto com uma vantagem de 10 a 17 pontos.

Publicidade

Entretanto, Andres Manuel Lopez Obrador insiste que o número mostra que pode obter a vitória. Lopez Obrador perdeu as eleições em 2006, por menos de 1% dos votos e disse que sua vitória foi roubada. O resultado foi seguido por semanas de manifestações, paralisando a Cidade do México.

O presidente é eleito por maioria simples para um termo de seis anos e não pode ser reeleito. Reeleições consecutivas são também proibidas para todas as outros posições de governo. A eleição é de turno único.

A desconfiança no sistema eleitoral mexicano é alta. As pesquisas pré-eleitorais mostram que 40% de quase 80 milhões dos eleitores não deverão comparecer as urnas. Uma pesquisa conduzida na sexta-feira pela Universidade Autônoma do México indicou que 71% dos mexicanos consideram factível a possibilidade de fraude nessas eleições.

As autoridades eleitorais têm trabalhado, por sua vez, para convencer os céticos de que as eleições serão limpas. “Esta será a eleição mais observada de nossa história”, disse um funcionário do alto escalão do Instituto Eleitoral Federal.

Publicidade

Próximo de 1 milhão de mexicanos, assim como 700 observadores internacionais permanecerão nos postos de votação pelo país para observar o processo. Também nas urnas estarão 500 membro da Câmara dos Deputados, 128 membros do Senado e vários prefeitos e outros ocupantes de posições de governo. As informações são da Dow Jones.

Publicidade