🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

‘Meu trabalho vem do mergulho na minha trajetória’, diz Paulo Vieira

Humorista falou à coluna GENTE sobre nova produção

Por Flávio Monteiro 31 jul 2026, 07h00 | Atualizado em 31 jul 2026, 15h08
‘Meu trabalho vem do mergulho na minha trajetória’, diz Paulo Vieira Priorizar nos meus resultados Google

Criada por Paulo Vieira, 33 anos, a série Pablo & Luisão tem feito sucesso na TV Globo, demonstrando que, embora tenha passado um tempo afastada da grade, a comédia ainda tem seu lugar junto à audiência da TV aberta. Em entrevista à coluna GENTE, o comediante tocantinense dá detalhes do processo de criação do projeto e sobre sua principal inspiração artística: a vida real. Paulo tem sua trajetória de vida como a força motriz por trás de suas obras, acreditando que a identificação do público com esse cotidiano é a principal força de sua arte. 

(Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)

De onde veio a inspiração para criar Pablo & Luisão? Desde a época de Minha Gente, na Record, e depois com Isso é Muito Minha Vida, na Globo, eu já usava a minha família como matéria-prima para contar histórias e observar comportamentos da classe média brasileira. Mas esses projetos eram centrados na figura da minha mãe e na nossa relação. Com Pablo & Luisão, quis ampliar esse universo e olhar também para o meu pai, que aparecia menos. Inclusive, uma vez ele brincou dizendo: “Parece que você só tem mãe”. Aquilo me provocou. A partir daí, eu e o meu irmão começamos um trabalho quase arqueológico de revisitar memórias, reunir histórias da família e resgatar lembranças. 

A identificação do público com os personagens vem daí? Sim, a identificação acontece porque esses personagens são muito humanos. Eles não são pessoas perfeitas, sem defeitos; são cheios de falhas, contradições e fragilidades. Embora a série seja inspirada em fatos reais, os personagens são construções ficcionais, quase arquétipos da comédia. Mas, mesmo quando assumem esse lado mais arquetípico, são construídos a partir do erro. E o erro aproxima as pessoas. O que mais encanta em Pablo & Luisão é essa possibilidade de falhar, de se atrapalhar, de não acertar sempre. 

Continua após a publicidade

Você pediu para que a série não ficasse restrita ao Globoplay. O que te levou a crer na popularidade da produção na TV aberta? Acreditei porque faço parte desse grande público. Não conheço o povo brasileiro por meio de pesquisa de opinião, PowerPoint ou relatório; conheço porque sou parte dele. A minha vida, a minha formação e a minha experiência foram construídas dentro desse universo. Escrevo para a minha família e, de certa forma, para mim mesmo. 

Pablo & Luisão apresenta um cotidiano familiar que relembra séries célebres como A Grande Família. Há demanda por esse tipo de comédia “familiar” mais afetiva? A demanda é por coisas verdadeiras, e não por pedidos baseados em métricas, algoritmos e pesquisas. A gente tem mergulhado, no nosso mercado, em uma descrença na capacidade dos artistas de refletirem aquilo que o público quer ver, é disso que vem parte da crise que tem passado no nosso setor. Se a gente escutar os artistas, os poetas, a gente vai se reconectar com o coração do público.

Continua após a publicidade

Além de roteirista e criador, você também coordena a escolha do elenco. Como é lidar com esse papel na produção? Fico entre o muito controlador e o caprichoso. Faço questão de estar presente em todos os processos, pois quero chegar a um resultado estético que eu não costumo ver. Acompanho tudo nos detalhes. Eu vou dar um exemplo: a gente estava fazendo uma cena no pit dog, um trailer de rua muito comum no Tocantins, e parte dos copos eram aqueles de plástico colorido, que são caros, e falei que ali deveriam ter os descartáveis brancos. Esse é o tipo de coisa que eu olho. Outro exemplo: não há jarra de suco na mesa da família. Há, sim, uma garrafa PET com suco dentro para eles sacudirem. A minha visão é de que tudo isso é cultura. Cultura são todos os aspectos simbólicos que envolvem a vida: onde a gente faz o suco, a maneira de cortar a abobrinha, a mão na cintura enquanto lava a louça. Tudo isso é cultura. E tenho um capricho grande ao representar a minha cultura e a do meu povo, para que eles comecem a valorizar isso. Sinto que posso contribuir para a construção da autoestima nacional fazendo esse tipo de coisa.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).