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Metroviários mantêm greve, e São Paulo recebe a seleção com trânsito caótico

Categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial do governo paulista; às 16h, seleção brasileira fará o último amistoso antes da Copa no Morumbi

Os metroviários de São Paulo decidiram estender a greve para esta sexta-feira. Em reunião na sede do sindicato, a categoria rejeitou a proposta de reajuste de 8,7% feita pelo governo paulista e manterá a paralisação das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Os metroviários exigem aumento de 12,2%. Na noite desta quinta, 22 das 63 estações do metrô permanecem fechadas.

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A exemplo desta quinta, a capital paulista deverá amanhecer com trânsito complicado amanhã – nesta quinta, foi registrado recorde de filas no ano para o horário. Às 16h, a cidade será palco do último amistoso da seleção brasileira antes da abertura da Copa do Mundo, contra a Sérvia, no estádio do Morumbi.

O governo de São Paulo acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) por considerar a greve abusiva. O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para sábado o julgamento da liminar que obriga os funcionários a manter 100% da frota funcionando em horário de pico, e 70% no restante do dia. Mais cedo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou os grevistas: “Não tem o menor sentido uma greve que prejudica a população, [feita por] um pequeno grupo muito político [que visa] levar a consequências [como] paralisação, caos, bagunça, sem a menor razão de ser”.

Na assembleia desta sexta, os metroviários prometeram intensificar os piquetes nas estações Jabaquara e Ana Rosa e programaram uma passeata no bairro do Tatuapé, na Zona Leste, para as 17h, horário em que foi agendada nova reunião da categoria na sede do sindicato.