Meta dobra receita com propaganda eleitoral e vende R$ 236 milhões em anúncios no 1º turno
Dona do Facebook e Instagram lidera ranking de fornecedores aos candidatos desde 2020; Flávio Bolsonaro e Lula têm campanhas mais caras nas redes
Apenas no primeiro turno de campanha, a Meta faturou ao menos 236 milhões de reais com veiculação de propaganda eleitoral no Facebook e no Instagram. A venda de anúncios pela plataforma desde agosto já é 82% maior do que em toda a eleição de 2022, quando a receita total foi de 129 milhões.
Pela terceira eleição consecutiva, a gigante tecnológica fundada por Mark Zuckerberg figura como a maior prestadora de serviços aos candidatos — nas eleições municipais de 2024, o Facebook (então nome oficial da Meta) vendeu 201 milhões de reais em publicidade aos partidos. Os dados foram levantados por VEJA junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desde 2018, primeira eleição que autorizou a venda de publicidade política nas redes sociais, a Meta embolsou mais de 624 milhões de reais com propaganda eleitoral. A receita da empresa em 2026, em seis semanas de campanha, já é dez vezes maior do que o faturamento naquele ano.
A prestação de contas à Justiça Eleitoral está em andamento, e os gastos reais no primeiro turno tendem a crescer conforme a atualização das declarações.
Flávio Bolsonaro, Lula e Haddad têm campanhas mais caras
Conforme os dados da Justiça Eleitoral, o candidato que mais investiu até agora em anúncios no Facebook e Instagram foi Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — a campanha presidencial do senador já pagou 5 milhões de reais em propaganda à Meta. Em seguida vêm as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à reeleição, e do ex-ministro Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo.
Conheça a lista dos vinte candidatos que mais veicularam propaganda eleitoral paga nas redes da Meta:
- Flávio Bolsonaro (PL): R$ 5 milhões
- Lula (PT): R$ 3 milhões
- Fernando Haddad (PT): R$ 3 milhões
- Célio Studart (PSD): R$ 2 milhões
- Ciro Gomes (PSDB): R$ 2 milhões
- Aécio Neves (PSDB): R$ 2 milhões
- Lindbergh Farias (PT): R$ 2 milhões
- Alexandre Curi (Republicanos): R$ 1 milhão
- Rubinho Nunes (União Brasil): R$ 1 milhão
- Marília Campos (PT): R$ 1 milhão
- João Campos (PSB): R$ 1 milhão
- Cristina Graeml (PSD): R$ 1 milhão
- Moisés Selerges (PT): R$ 1 milhão
- Ana Carolina Oliveira (Podemos): R$ 1 milhão
- Cris Monteiro (Novo): R$ 1 milhão
- Guilherme Derrite (PP): R$ 1 milhão
- Andreza Romero (PSB): R$ 1 milhão
- José Medeiros (PL): R$ 1 milhão
- Luizianne Lins (Rede): R$ 1 milhão
- Rogério Barra (PL): R$ 1 milhão





